Janaina é convidada para ser madrinha do projeto de combate ao feminicídio Mulheres em Cristo

Janaina é convidada para ser madrinha do projeto de combate ao feminicídio Mulheres em Cristo
Fotos: Divulgação

Defensora dos direitos das mulheres, a candidata a senadora Janaina Riva (MDB) foi convidada para ser madrinha do Mulheres em Cristo, projeto social criado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, como uma iniciativa de enfrentamento ao feminicídio e apoio às mulheres vítimas de violência. O convite ocorreu durante agenda na terça-feira (15), ao lado do deputado estadual e candidato à reeleição Eduardo Botelho (MDB).

Criado pela profissional de marketing Tina Souza, o projeto busca levar orientação e suporte para mulheres que sofrem violência, para que saibam os caminhos para buscar ajuda, registrar denúncias e acessar os mecanismos de proteção previstos em lei. A iniciativa também busca fortalecer a atuação de organizações sociais e aproximar a rede de apoio das mulheres que precisam de acolhimento.

Durante o encontro, Janaina destacou a importância do acolhimento entre mulheres e defendeu uma rede de proteção construída pelas próprias mulheres. Conhecida como Onça do Pantanal, ela reforçou que a união entre mulheres é fundamental para enfrentar situações de violência e vulnerabilidade.

“É importante uma mulher acolher a outra sem julgamento. Se de repente você tem alguma coisa para falar de uma mulher, que seja uma coisa boa. Nós enfrentamos os mesmos problemas, nós passamos pelas mesmas dificuldades, mas nós não temos o companheirismo que os homens têm.”

“Quando eu disse que hoje seria uma grande noite de mulheres, eu vim aqui para dizer, nós mulheres temos que nos acolher, nós temos que nos proteger, nós temos que nos abraçar e defender a pauta de todas nós.”

Tina Souza também destacou a atuação de Janaina na defesa das mulheres e crianças e afirmou que o projeto busca justamente aproximar iniciativas sociais das políticas públicas. A proposta é ampliar a rede de orientação e proteção para que mulheres em situação de violência saibam onde buscar ajuda e quais medidas podem ser adotadas para garantir segurança.

“Ela é a nossa senadora. Ela é uma onça quando se trata de defender a mulher. Ela milita causas que realmente são do nosso interesse. E eu sei que no Senado Federal cada rosto, cada mulher, cada criança não será esquecida, porque essa mulher carrega nela a veia de proteger, de promover e alavancar mulheres não só no dia a dia, mas na política”, disse Tina Souza, representante do movimento.

Janaina também lembrou a atuação de sua mãe no combate à pedofilia em Mato Grosso e afirmou que pretende levar para Brasília a experiência acumulada ao longo de sua trajetória política.

“Quando eu chegar em Brasília, como senadora, eu quero lembrar de tudo que construímos, mas acima de tudo eu quero cuidar das crianças e das mulheres do país. Quero que elas sintam que através da minha voz, elas são ouvidas, que elas têm alguém que as represente.”

Ela também defendeu mudanças no atendimento às vítimas de violência na Delegacia da Mulher e relembrou o sofrimento enfrentado por mulheres de Várzea Grande que precisavam se deslocar até Cuiabá para denunciar agressões.

Hoje, o cenário é diferente, com uma unidade 24 horas da Delegacia da Mulher instalada no município, resultado da articulação de Janaina com o apoio de parceiros.

Janaina ainda reforçou a necessidade de endurecimento das punições e voltou a defender a implementação do “Sem Segunda Chance”, proposta que defende leis mais severas para crimes de extrema gravidade, como pedofilia, feminicídio e estupro.

“Nós vamos nos encarregar de implementar o Sem Segunda Chance como senadora, que é defender a prisão perpétua para os estupradores, para aqueles que abusam sexualmente de crianças e que têm coragem de dar 30, 40 facadas numa mulher. Isso é ter cuidado com as nossas famílias, é ter cuidado com o futuro do nosso estado e com o futuro do Brasil.”

Assistência social

Antes da agenda em Várzea Grande, Janaina participou de uma reunião na Toca da Onça, em Cuiabá, onde defendeu uma atuação mais próxima entre o poder público e as entidades que trabalham diretamente com famílias em situação de vulnerabilidade. Ela apontou a necessidade de ampliar os recursos destinados à assistência social e fortalecer Apaes, Pestalozzis, organizações sociais e lideranças comunitárias que atuam na ponta.

“Nós podemos fazer muito mais no Senado Federal. Eu vejo as Pestalozzis e as Apaes com várias necessidades, vivendo do voluntariado, de doações, de rodízios de pizza, de churrascos, costelões. Imagine uma mulher senadora que tem esse olhar pelo social. Nós vamos fazer muito mais”, disse.

Janaina destacou que as dificuldades enfrentadas por entidades que atendem pessoas com deficiência e outras parcelas da população em situação de vulnerabilidade fazem com que muitas ainda dependam de voluntariado e campanhas para manter suas atividades, que precisam contar com maior participação do poder público.

Nesse sentido, Janaina defendeu que as secretarias de Assistência Social trabalhem diretamente com essas instituições e organizações, aproveitando a estrutura de quem já conhece as necessidades de cada comunidade.

“Nós precisamos colocar a secretaria de Assistência Social para trabalhar com as Pestalozzis, com as Apaes e com as demais organizações sociais. Com quem faz o social lá na ponta.”

A candidata também defendeu que a distribuição de alimentos e outras ações de assistência sejam realizadas por quem está próximo das famílias, em vez de depender diretamente da estrutura do Governo do Estado.

Outro ponto apresentado por Janaina foi a necessidade de rever os critérios relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ela defendeu que famílias de pessoas com deficiência possam aumentar a renda sem perder o benefício, permitindo que a assistência seja mantida enquanto a família busca melhores condições financeiras.

“Receber BPC não quer dizer que está fadado a viver na miserabilidade. Tem que ter um gatilho maior para a família poder ganhar dois, três, quatro salários mínimos sem perder o BPC para levar mais dignidade para a pessoa com deficiência.”

Astrogildo Aécio Nunes

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