Entre as descobertas, está a de um objeto ritualístico, antes oculto, preservado sob o peito do menino. Os avanços feitos pelos pesquisadores com o estudo dos restos mortais aumentam a compreensão moderna sobre as complexas técnicas de mumificação egípcia.
Segredos por trás de bandagens
Com o apagamento do registro histórico da múmia na guerra, os pesquisadores precisaram encontrar outras formas de saber informações sobre a origem e a vida do menino. Exames de radiografia, tomografias computadorizadas – que fazem uma varredura no corpo sem danificá-lo e estudos dos tecidos moles preservados – permitiram definir a idade e sexo do corpo, assim como identificar sinais de doenças. Veja abaixo:
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A pesquisa diz que a múmia pertencia a uma menino que morreu por volta dos oito anos de idade. As alterações de embalsamento no corpo incluem a remoção do cérebro através da cavidade nasal e da maioria dos órgãos internos.
“A cabeça e o pescoço estão parcialmente descobertos e escuros, com crostas brancas de sal. O rosto de uma criança é visível, pois a maior parte das bandagens foi removida. Há uma camada perceptível de substância de embalsamamento marrom-escura na cabeça e no pescoço, que reforça as bandagens. Os pesquisadores especulam que o rosto da criança pode ter sido originalmente coberto por uma máscara”, descreve um comunicado da Universidade de Wrocław.
Pelo corpo não apresentar traumas físicos nem sinais claros de doenças, a causa da morte do menino egípcio ainda é incerta. Porém, as informações obtidas pelas análises do corpo ajudaram os pesquisadores a estimar que ele provavelmente veio de uma família de classe média durante o Período Ptolomaico (cerca de 332 a 30 a.C.).
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Traçando a história de uma múmia
“Este não é o fim da pesquisa. Ainda estamos trabalhando na múmia, pois uma radiografia revelou a presença de um objeto no peito – pode ser um papiro contendo, por exemplo, o nome do menino”, afirma Agata Kubala, pesquisadora da Universidade de Wrocław e uma das autoras do estudo, em comunicado.
Os cientistas afirmam que estudos sobre a iconografia da cartonagem que envolve o corpo também estão sendo feitos para que mais provas fundamentem a teoria de que o jovem seja originário da região de Aswan, no sul do território egípcio às margens do rio Nilo.







