Homem que matou PM em VG fica em silêncio; polícia vê motivação passional

O assassinato do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, durante uma aula de jiu-jítsu em Várzea Grande, teria sido motivado por um suposto envolvimento amoroso entre a vítima e a esposa do autor dos disparos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil com base nas investigações e nos depoimentos colhidos até o momento.
Preso em flagrante pela Polícia Militar logo após o crime, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi interrogado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá. Durante o depoimento, ele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Mesmo sem a versão do criminoso, a Polícia Civil informou que os elementos reunidos até agora apontam a motivação passional como a principal linha de investigação. Testemunhas e pessoas próximas aos envolvidos relataram que o policial militar mantinha um relacionamento amoroso com a esposa de Jonathan.
As investigações também revelaram que o próprio suspeito havia registrado, meses antes, um boletim de ocorrência relatando o suposto envolvimento da companheira com o cabo da PM. O documento integra o conjunto de provas analisadas pela equipe responsável pelo caso.
Jonathan foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com as qualificadoras de emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, previstas no artigo 121, parágrafo 2º, incisos III e IV, do Código Penal. O suspeito será encaminhado para audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (5) e permanecerá à disposição da Justiça.
O CRIME
Renato Oliveira Aragão foi morto a tiros na tarde de terça-feira (4), enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu em um projeto social desenvolvido no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.
De acordo com a Polícia Militar, Jonathan invadiu o espaço onde a atividade era realizada e efetuou diversos disparos contra o policial. O ataque ocorreu na frente de alunos do projeto, entre eles o filho da vítima, de apenas oito anos de idade, que presenciou a execução do pai.
O cabo foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não suportou os ferimentos.
Após o ataque, o suspeito foi contido e imobilizado pelos próprios alunos do projeto social até a chegada das equipes da Polícia Militar. Em seguida, ele foi preso em flagrante e encaminhado à Central de Flagrantes.
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.
(HNT)






