Há 50 anos, URSS e EUA protagonizaram aperto de mãos mais icônico do espaço

No dia 17 de julho de 1975, uma nave da missão Apollo atracou na cápsula soviética Soyuz na órbita da Terra. De um lado, estavam o americano Tom Stafford e sua equipe. Do outro, os liderados de Alexei Leonov, primeiro homem a caminhar no espaço, em 1965.
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O momento ficou marcado pelo aperto de mãos dos dois comandantes. “Muito bom ver você”, disse, em russo, Stafford. “Muito feliz, meu amigo”, replicou Leonov, em inglês. Eles trocaram bandeiras de seus países e uniram as metades de uma placa comemorativa.
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Durante dois dias, astronautas de Estados Unidos e União Soviética abriram as escotilhas das duas naves e dividiram refeições, fizeram conferências de imprensa e experiências científicas em conjunto. Rolou até um brinde com vodka, puxado por Leonov.
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Todo esse clima de coleguismo tinha uma razão de ser: decretar o fim da corrida espacial entre a União Soviética e os Estados Unidos, um dos grandes marcos da Guerra Fria, e dar início a uma era de cooperação científica entre as duas potências espaciais.
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A parceria entre americanos e soviéticos perdurou por décadas a bordo da ISS (Estação Espacial Internacional). Após 2024, no entanto, russos decidiram deixar o acordo de cooperação, levando adiante os planos de criar a sua própria estação espacial.
(Por Guilherme Eler)






