Guarda Municipal já acompanhou mais de 190 mulheres com medidas protetivas neste anoGuarda Municipal já acompanhou mais de 190 mulheres com medidas protetivas neste ano

Guarda Municipal já acompanhou mais de 190 mulheres com medidas protetivas neste anoGuarda Municipal já acompanhou mais de 190 mulheres com medidas protetivas neste ano
A Patrulha é um serviço criado pela Lei Municipal nº 4.598/2020 e demanda monitoramento dos agentes com visitas periódicas às assistidas sob proteção da Justiça- Fotos : Assessoria

Várzea Grande integra a rede de enfrentamento à violência contra a mulher de inúmeras formas práticas, desde a oferta de cursos de qualificação, que contribuem para ruptura do vínculo financeiro com o agressor, até apoio psicológico com terapias tradicionais, desportivas e alternativas que contribuem para o resgate da autoestima e da autoconfiança. Apesar de todo esse amparo, ainda é preciso proteger mais as mulheres que sofrem violência doméstica, blindando-as da presença de ex-companheiros mal-intencionados.

É nesse contexto que a Patrulha Maria da Penha, formada por agentes da Guarda Municipal, realiza um trabalho de referência e de resultados para a defesa da mulher várzea-grandense e mato-grossense. No período de janeiro a junho deste ano, foram 191 medidas protetivas atendidas e que já geraram 401 visitas às assistidas. E no acumulado de janeiro de 2021 a junho de 2024, a Patrulha atendeu 1.624 medidas protetivas encaminhadas pela Justiça.

Proteção e autonomia

Várzea Grande faz parte da atuação articulada entre as instituições, governamentais e não-governamentais, de rede de proteção. A Patrulha é um serviço criado por Lei municipal (Lei nº 4.598/2020), pertencente à secretaria de Defesa Social, e realizado pela Guarda Municipal, que visa oferecer acompanhamento preventivo periódico e garantir maior proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas de urgência vigentes, baseadas na Lei n.º 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).

Esse acompanhamento é feito por meio de viatura, com agentes especializados na prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade principal está na realização de visitas diárias de acompanhamento às mulheres que tiverem a medida protetiva de urgência deferida pela Justiça. Visitas têm como foco conferir de perto se as medidas estão sendo cumpridas.

O prefeito e candidato à reeleição pela Coligação Várzea Grande Melhor, Kalil Baracat, destaca que a gestão do MDB tem priorizado a defesa dos direitos das mulheres por meio de uma ampla rede de proteção social.“Construímos a Casa de Amparo que acolhe as mulheres, ofertamos cursos constantes e variados de qualificação profissional e acompanhamento terapêutico. Sabemos o quanto é difícil romper o ciclo de violência e, mais difícil ainda, é se manter definitivamente longe do agressor, rompendo o vínculo e a dependência financeira. Por isso, além do atendimento mais ostensivo da Patrulha Maria da Penha, do acolhimento da Casa de Amparo, temos programas como o Qualifica +VG, o Elas Empreendem e a Casa de Sarita que se tornou uma política de Estado em nossa cidade e está servindo de referência de exemplo para cidades de Mato Grosso”, pontuou o emedebista.”

Ainda como destaca o pré-candidato, além de amparo, segurança e acolhimento, a mulher precisa de condições para obter sua independência financeira e se libertar de uma vez por todas e ter a segurança de sustento dos filhos”.

Acionando a proteção

O primeiro passo para obter a proteção da Patrulha Maria da Penha é a denúncia, ou seja, a mulher, vítima de violência doméstica, precisa procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência.

Como explica a coordenadora, é necessário que a mulher tenha medida protetiva decretada pelo Poder Judiciário, que encaminha essa necessidade de acompanhamento constante à Guarda Municipal.

“Ela vai ligar no 190 e uma viatura de serviço da Guarda Municipal ou da Polícia Militar vai atender ao chamado, indo até ela. Então, ela vai registrar a ocorrência na Central de Flagrantes e o delegado pode pedir a medida protetiva e, se for o caso, a prisão do agressor”, explica a coordenadora da Patrulha Maria da Penha em Várzea Grande.

O acompanhamento da Patrulha Maria da Penha dura seis meses ou até que a vítima peça a desistência do serviço ou da medida protetiva.

Astrogildo Aécio Nunes

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