Gisela Simona consolida presença entre os nomes lembrados para a Câmara Federal

A presidente do União Brasil em Cuiabá e pré-candidata à Câmara dos Deputados, Gisela Simona, aparece entre os oito nomes mais lembrados pelos eleitores mato-grossenses na pesquisa espontânea divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Instituto Mais, encomendada pelo portal VG Notícias.
Diferentemente dos levantamentos estimulados, em que os entrevistados escolhem entre uma lista previamente apresentada, a pesquisa espontânea mede a lembrança imediata do eleitor, oferecendo um retrato do momento político e do nível de conhecimento dos pré-candidatos junto ao eleitorado.
O levantamento, entretanto, apomta que a disputa por uma das oito vagas de Mato Grosso na Câmara Federal ainda está longe de apresentar um cenário consolidado. Segundo a pesquisa, 56,3% dos entrevistados afirmaram ainda não saber em quem votar para deputado federal, enquanto outros 22,1% disseram que pretendem votar em branco, anular o voto ou preferiram não responder. Na prática, mais de três quartos do eleitorado ainda não transformaram a lembrança em uma decisão de voto.
Mesmo nesse ambiente de ampla indefinição, Gisela figura entre os nomes citados espontaneamente. Para ela, a lembrança é consequência do trabalho desenvolvido nos 33 meses de mandato na Câmara dos Deputados.
“Nunca enxerguei meu mandato como um espaço de prestígio, mas como uma oportunidade de fazer chegar ao Congresso a voz de quem, muitas vezes, não consegue ser ouvido. Foi isso que procurei honrar todos os dias. Transformando essa missão em leis, projetos e ações que deixassem um legado para quem mais precisa da presença do Estado”, afirmou.
Ao longo do mandato, Gisela construiu uma atuação concentrada em temas ligados à defesa do consumidor, ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à modernização da legislação diante de novos desafios sociais e econômicos. Foi relatora do Pacote Antifeminicídio, participou da tramitação de propostas voltadas à proteção das mulheres, celebrou a regulamentação do spray de pimenta, apresentou projetos para ampliar o combate às fraudes financeiras, regulamentar práticas relacionadas às apostas esportivas e fortalecer mecanismos de defesa do consumidor no ambiente digital.
Tendência e visibilidade
Especialistas em comportamento eleitoral lembram, contudo, que pesquisas para cargos proporcionais exigem uma leitura diferente daquela aplicada às disputas majoritárias. Enquanto as eleições para governador e senador costumam apresentar maior consolidação do voto ao longo da campanha, a escolha para deputados estadual e federal normalmente permanecem abertas até as últimas semanas, influenciadas pela presença dos candidatos nas bases eleitorais, pelo desempenho da campanha e pelo próprio amadurecimento da decisão do eleitor.
O cientista político João Edisom, que acompanha há anos o cenário eleitoral mato-grossense, observa que levantamentos espontâneos para deputado federal funcionam mais como um indicador de visibilidade do que como uma previsão do resultado das urnas.
Segundo ele, a metodologia possui limitações naturais. Muitos municípios de pequeno porte, onde diversos pré-candidatos concentram suas principais bases eleitorais, nem sempre integram a amostra das pesquisas, o que pode reduzir a presença de determinados nomes nos levantamentos. “A pesquisa espontânea revela lembrança, mas está longe de definir uma eleição proporcional, justamente porque boa parte do eleitor ainda não fez sua escolha”, resume.
Essa percepção é compartilhada por consultores de marketing político, que avaliam que o principal desafio dos próximos meses será transformar conhecimento de nome em intenção efetiva de voto. Historicamente, nas eleições proporcionais, uma parcela significativa do eleitorado decide seu candidato pela sua visibilidade nas redes ou apenas na reta final da campanha, quando o debate político ganha intensidade e os candidatos ampliam sua presença, na mídia, nas ruas e nas propagandas eleitorais gratuitas.
Nesse contexto, a presença de Gisela Simona entre os nomes lembrados espontaneamente sinaliza que sua passagem de 33 meses pela Câmara dos Deputados permanece no radar do eleitorado. Ao mesmo tempo, os números mostram que a corrida por uma vaga na bancada federal de Mato Grosso continua amplamente aberta, indicando que os próximos meses serão decisivos para a consolidação das candidaturas e para a definição do voto de milhões de mato-grossenses.
Nomes que podem compor bancada de MT na Câmara
Outros pré-candidatos que aparecem na lista do Instituto são os deputados Fábio Garcia (UB), Juarez Costa (Republicanos), Coronel Fernanda (PL), Emanuelzinho (PSD), a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso, a ex-deputada federal Rosa Neide.
Outros nomes citados são da surgem a ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (UB), o ex-deputado federal Dr. Leonardo (Republicanos), e o advogado Irajá Lacerda (PSD).
Também foram lembrados Rodrigo Zaeli (PL), Pastor Marcos Ritela (Podemos) e Neri Geller (Podemos)e o presidente estadual do Partido Progressistas (PP), ex-deputado federal Nilson Leitão (PP).
Ainda aparecem na listagem Coronel Assis (PL) e Nelson Barbudo (Podemos). Já Thiago Boava (PL), Fernando Gorgen (Podemos), Fred Gahyva (Republicanos), Coletivo Direita, Gisa Barros (Podemos), Eduardo Sanches (União Brasil) e Vitório Galli (DC), Valtenir Pereira (MDB), Flavinha (MDB), Janira, Léo Rondon (PT), Pastor Pedro (PSDB) e Professora Maria (Agir).
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 26 de julho, com 1.200 eleitores em Mato Grosso. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A amostra foi elaborada com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos de 2010 e 2022. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.






