Exposição de Dilson Cunha abre a Temporada 2026 do MACP

“O ser e o nada”, exposição inédita do artista plástico Dilson Cunha, estreia a Temporada 2026 do Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT. A abertura está programada para dia 23 de março, a partir das 20h, e segue em cartaz até o final de maio. A entrada é gratuita e livre para todas as idades.

De segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 21h, o Macp estará de portas abertas para receber o público. A exposição contará com mais de 40 obras do artista brasiliense, que viveu em Cuiabá por 19 anos e chegou a frequentar o Ateliê Livre da UFMT, fundado nos anos 1970 pela crítica de arte e animadora cultural, Aline Figueiredo. Sobre seu trabalho em exposição, a propósito, Aline destaca a facilidade que o artista tem em transitar entre o real e o absurdo.

“Dilson traduz com clareza sincera os momentos pictóricos, sejam releituras clássicas ou não. Em seu diálogo com o real, logo alcança as veias do surrealismo. Atende a ambos e por aí nos faz transitar pelos cortes e recortes compositivos que motivam sua expressão formal”, adianta.

Vale destacar que a fotografia também é uma grande aliada da criação artística de Dilson Cunha.
“O expressionismo, que solta ou aprisiona suas interpretações plásticas, o torna, ao mesmo tempo, direto ou metafísico. Com suficiência técnica no trato do óleo sobre tela e nos recortes que a fotografia lhe sugere, Dilson nos revela uma pintura investigadora, sem deixar de lado o deboche ou o caricato que a luz da cênica lhe provoca”, aponta Aline Figueiredo.

Com 30 anos de carreira, Dilson é também professor de história e arquiteto, formações que auxiliaram a compor sua identidade artística com criticidade, influenciando diretamente em suas pinturas e desenhos. Mas foram as trocas com outros artistas que o despertaram para o mundo das artes, de fato, como ele explica.
“É bom voltar para casa. Foi em Cuiabá que vislumbrei a possibilidade de seguir uma carreira artística. Muitas trocas de experiências com Gervane de Paula, Vladipino, João Pedro de Arruda e Rubem Grillo me auxiliaram na carreira artística. Também foram fundamentais as inúmeras conversas com Adir Sodré, Benedito Nunes, Jonas Barros, Dalva de Barros, Sebastião Silva, Aleixo Cortez, Nilson Pimenta, Jared, dona Osvaldina, Regina Pena, Alcides, Clóvis Irigaray e Adão Domiciano. E foi lendo os livros de Aline Figueiredo que tive a certeza do caminho que queria seguir”, revela Dilson.

Serafim Bertoloto, artista plástico com vasta experiência na área das artes é responsável pelo projeto expográfico. A exposição “O ser e o nada”, de Dilson Cunha, é uma realização da Universidade Federal de Mato Grosso.







