Exportações de carne bovina podem cair 36,7% em outubro, apesar de preços mais altos

As exportações brasileiras de carne bovina devem encerrar outubro de 2026 com queda de 36,73% em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar da valorização do produto no mercado internacional. A projeção é de 202,79 mil toneladas embarcadas, reflexo da menor participação da China nas compras e da comparação com outubro de 2025, quando o Brasil registrou volume recorde para o período.
Até a quarta semana deste mês, o país havia exportado 154,50 mil toneladas de carne bovina in natura, movimentando US$ 970,95 milhões. A média diária foi de 9,66 mil toneladas, redução de 33,72% em relação a outubro do ano passado.
Apesar da queda anual, os embarques apresentam recuperação no comparativo mensal. O volume médio exportado por dia cresceu 4,05% em relação a setembro, sinalizando melhora no ritmo das vendas externas.
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Caso esse desempenho seja mantido nos cinco dias úteis restantes, o Brasil poderá alcançar 202,79 mil toneladas exportadas no fechamento de outubro.
A redução no volume ocorre mesmo com a carne brasileira mais valorizada no exterior. O preço médio chegou a US$ 6.284,31 por tonelada, alta de 13,46% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados indicam que, embora o Brasil esteja vendendo menos carne bovina ao exterior do que há um ano, cada tonelada exportada está rendendo mais. A recuperação em relação a setembro, entretanto, ainda não é suficiente para compensar a retração anual.
(MidiaJur)






