Expansão das cidades aumenta demanda por tecnologia na regularização de imóveis em MT

O crescimento das cidades de Mato Grosso tem ampliado a necessidade de conhecer com mais precisão como o território está sendo ocupado. Com 3,65 milhões de habitantes registrados no Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado enfrenta o desafio de acompanhar a expansão urbana e avançar na regularização de imóveis e núcleos urbanos informais.
Nesse processo, ferramentas como georreferenciamento, imagens de satélite e Sistemas de Informação Geográfica (SIG) ajudam a identificar imóveis, delimitar áreas e organizar informações territoriais. O próprio IBGE utilizou imagens orbitais de alta resolução e bases georreferenciadas no Censo 2022 para identificar novas áreas de ocupação e atualizar mapas e cadastros.
Segundo o diretor da GeoGis, Leopoldo Miranda, o uso da tecnologia torna o processo mais preciso desde as etapas iniciais. “Antes de regularizar, é preciso conhecer o território com precisão. O georreferenciamento permite identificar os imóveis, compreender seus limites e verificar possíveis sobreposições, criando uma base mais segura para a tomada de decisões”, explica.
A GeoGis atua nesse processo com o levantamento, a organização e o tratamento de dados territoriais. A empresa já soma mais de 1,2 milhão de hectares georreferenciados, 4,2 milhões de hectares imageados e 91,2 mil unidades imobiliárias regularizadas, com atuação em mais de 44 municípios brasileiros.
A Regularização Fundiária Urbana (Reurb) reúne medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais para incorporar núcleos urbanos informais ao ordenamento das cidades e viabilizar a titulação dos ocupantes. Em Mato Grosso, o avanço dessas ações já aparece nos números: segundo o Intermat, mais de 21 mil títulos urbanos foram emitidos em 2025.
Para Leopoldo, uma das principais contribuições das geotecnologias é transformar diferentes fontes de informação em uma visão integrada do território.
“Mapas, dados de campo, imagens de satélite e informações cadastrais podem ser reunidos em uma mesma base. Isso facilita a identificação das unidades, reduz inconsistências e ajuda municípios e demais órgãos a conduzirem a regularização com mais segurança”, afirma.
Além de ampliar a segurança jurídica para os moradores, a regularização fundiária também contribui para o planejamento urbano. Com informações mais precisas sobre a ocupação do território, os municípios conseguem aprimorar o planejamento de infraestrutura e serviços públicos e tomar decisões mais adequadas às necessidades de cada região.






