Estacionamento aciona TCE para receber R$ 13 milhões de Cuiabá

Estacionamento aciona TCE para receber R$ 13 milhões de Cuiabá
Reprodução/folha max

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) propôs a criação de uma mesa técnica para mediar o pagamento de uma dívida de R$ 13,7 milhões da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) à CS Mobi para manter o contrato de parceria público-privada (PPP) entre a empresa e o poder público. A proposta foi oficializada e publicada nesta segunda-feira (28).

A empresa é responsável pela requalificação de vias, revitalização do Mercado Municipal Miguel Sutil e operação do estacionamento rotativo na capital através do contrato firmado em 2022, na gestão anterior. Na representação encaminhada ao TCE, a CS Mobi acusa a prefeitura de ameaçar a rescisão unilateral do contrato, sem justificativas técnicas ou previsão de indenização.

A empresa afirma estar adimplente e cumprindo as obrigações contratuais, enquanto a prefeitura teria suspendido pagamentos. A concessionária ainda aponta declarações públicas do prefeito Abílio Brunini (PL) indicando intenção de romper o contrato, o que, segundo a empresa, representa ameaças de descumprimento contratual.

Em sua manifestação, a Prefeitura de Cuiabá contestou a competência do TCE para deliberar sobre o caso e
alegou que vem adotando medidas administrativas e de mediação para esclarecer os valores envolvidos, além de garantir a continuidade e a viabilidade do contrato. Diante do impasse, o TCE determinou a convocação da
Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur) para a instalação da mesa técnica.

O grupo deverá deliberar sobre quatro pontos principais do contrato:

Reajuste da Contrapartida Administrativa Individual (CAI);

Validação das Tarifas de Pós-Utilização (TPUs);

Criação de um canal direto de comunicação entre Semob e CS Mobi;

Transparência nas autuações e na arrecadação de valores relacionados ao estacionamento rotativo.

O TCE destacou ainda que o contrato de concessão abrange serviços essenciais para a implementação, operação e manutenção do projeto de requalificação da área central de Cuiabá, o que reforça a necessidade de diálogo técnico e consensual entre as partes.

(Folha Max)

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