Esposa de contador do CV e mais 6 réus terão que explicar violações

A juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a intimação de sete alvos da Operação Apito Final para que apresentem justificativas sobre supostas violações ao monitoramento
eletrônico, conforme apontado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT). Decisão é desta terça-feira (15) e diz respeito a uma ação penal contra os réus acusados de lavagem de dinheiro num esquema onde que teria movimentado R$ 65,9 milhões oriundo do tráfico de drogas e outros crimes.
Entre os intimados estão Cristiane Patrícia Rosa Prins, esposa de Paulo Witer Farias Paelo, o WT, principal alvo da ação, e outros seis “comparsas” do tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, sendo eles Cleyton Cesar Ferreira de Arruda, Thassiana Cristina de Oliveira, Alex Junior Santos de Alencar, Fabiana Maria Cerqueira dos Santos, Tayrone Júnior Fernandes de Souza e Mayara Bruno Soares Trombim.
Eles devem se manifestar sobre as irregularidades alegadas pelo MP em relação ao uso dos dispositivos de monitoração, que seriam descumprimentos das condições impostas pela Justiça. O caso tem origem em uma investigação conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, com acusações que ainda
não foram detalhadas publicamente.
No entanto, o Ministério Público sustentou que os representados cometeram infrações às regras do monitoramento eletrônico, o que levou o MP a pedir a revogação da medida e a decretação de prisão preventiva para um dos investigados.
A magistrada, ao analisar o pedido, optou por garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa, dando prazo para que os acusados apresentem suas versões antes de uma decisão definitiva. Além da questão do monitoramento eletrônico, a juíza também se manifestou sobre outros pedidos no processo.
Entre eles o do Banco Safra Crédito, Financiamento e Investimento S.A. que teve seu pedido considerado já analisado anteriormente, com a restrição judicial tendo sido removida. Além da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimentos S.A, que foi orientada a renovar sua solicitação por meio de um incidente processual específico.
Já Diego Pereira dos Santos Alves, que pedia esclarecimentos sobre uma restrição judicial, foi informado de que os motivos do bloqueio constam em decisão anterior. Agora o processo segue em andamento, com os acusados agora obrigados a se manifestar sobre as acusações de descumprimento do monitoramento eletrônico. Caso não apresentem justificativas satisfatórias, a Justiça poderá rever as medidas cautelares, incluindo o retorno à prisão.
(Folha Max)






