Entenda como criminosos de MT comandam o crime no Estado a partir do RJ, em áreas dominadas pelo CV

As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, que resultaram na Operação Dark Route, deflagrada nesta terça-feira (25), apontam que membros do Comando Vermelho fugiam para o Rio de Janeiro, alguns deles para o Complexo do Alemão, para se aproveitar da estrutura da facção na região e continuar comandando o crime organizado em Mato Grosso. Eles viviam a vida normalmente no outro estado.
A investigação apontou que o Rio de Janeiro não é utilizado pelos investigados apenas como esconderijo para os integrantes da facção criminosa. Os elementos reunidos indicam que a estrutura instalada no Estado fluminense funcionava como uma base de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes da facção denominados “soldados armados” e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.
Os criminosos viviam normalmente, sendo que um dos investigados, por exemplo, apontado como um dos auxiliares da liderança, foi localizado e preso com o apoio da Polícia Civil no Rio de Janeiro, após deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia.
A base no Rio de Janeiro funcionava como um entreposto operacional, para onde iam foragidos e soldados e de onde eram mantidas conexões com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso. Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão.
As investigações apontaram ainda que o grupo investigado possui capacidade bélica, sendo identificados integrantes portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de registros relacionados à guarda e ao remanejamento de armas e munições.
Levantamentos feitos durante a investigação mostram soldados armados em território dominado pela facção e o manejo de fuzis com referências à facção criminosa e ao apelido da liderança investigada.
O principal alvo da investigação, Jonas Souza Gonçalves, vulgo Batman, é foragido da Justiça de Mato Grosso e permanece homiziado no Rio de Janeiro, não sendo localizado nesta fase da operação.
A investigação mostra que sua fuga para o Rio de Janeiro não interrompeu sua atuação no crime. Segundo os elementos reunidos, a liderança continuou utilizando áreas dominadas pela facção como ponto de proteção e articulação, mantendo contato com operadores financeiros, soldados armados, familiares e interpostas pessoas.
(Olhar Direto)






