Encontrada proa de barco americano atacado pelo Japão na 2ª Guerra

Encontrada proa de barco americano atacado pelo Japão na 2ª Guerra
Encontrada proa de barco americano afundado pelo Japão na 2ª Guerra — Foto: Fundo de Exploração Oceânica

A expedição Nautilus Live, da organização de exploração marinha Ocean Exploration Trust, conseguiu encontrar a proa (parte frontal de um navio) de um barco da Marinha dos EUA. O vestígio estava a 675 metros de profundidade, nas Ilhas Salomão (Oceania).

A proa foi danificada durante uma batalha na Segunda Guerra Mundial, em 1942. Segundo um relatório oficial da marinha, a tripulação da USS New Orleans foi atingida por uma arma subaquática japonesa durante a Batalha de Tassafaronga, na ilha de Guadalcanal, que integra o arquipélago das Ilhas Salomão.

O USS New Orleans visto em águas inglesas, por volta de junho de 1934. — Foto: Marinha dos EUA
O USS New Orleans visto em águas inglesas, por volta de junho de 1934. — Foto: Marinha dos EUA
Os vestígios arqueológicos foram descobertos via veículos subaquáticos durante a expedição, que durou 21 dias. O site da expedição afirma que cientistas e historiadores observaram “detalhes na estrutura, pintura e âncora do navio para identificar positivamente os destroços como pertencendo ao Nova Orleans”.

O ataque japonês conseguiu atingir o compartimento onde ficavam armazenadas as munições do New Orleans, provocando uma explosão e destruindo parte do navio — dos 900 tripulantes, mais de 180 morreram. Cerca de 20% do navio foi danificado após o ataque.

O cruzador USS New Orleans é visto em doca seca em Sydney, Austrália, em 3 de fevereiro de 1943, enquanto a tripulação limpa os destroços deixados depois que um torpedo japonês cortou sua proa. — Foto: Marinha dos EUA

O cruzador USS New Orleans é visto em doca seca em Sydney, Austrália, em 3 de fevereiro de 1943, enquanto a tripulação limpa os destroços deixados depois que um torpedo japonês cortou sua proa. — Foto: Marinha dos EUA

Mesmo com os danos profundos, a tripulação ainda tentou evitar inundações no resto do navio. Para isso, a levaram a embarcação para o porto da ilha de Tulagi e os sobreviventes foram até a floresta para pegar itens de reparações. “Para camuflar o navio de ataques aéreos, a tripulação improvisou uma proa com toras de coco”, afirma um relato da Marinha dos EUA.

A tripulação afetada tentou realizar reparos no navio de forma improvisada com toras de coco e a embarcação conseguiu navegar, em marcha ré, cerca de 2.900 quilômetros pelo Pacífico até a Austrália. “A palavra ‘difícil’ não descreve de forma adequada o desafio”, relata Carl Schuster, capitão aposentado da Marinha dos EUA, para a CNN, sobre a longa navegação feita de ré.

O comandante do Nova Orleans teve que aprender uma nova forma de direcionar o navio, para manter a estabilidade e o fazer navegar. De acordo com Schuster, foi a capacidade de adaptação e a engenhosidade que salvaram o navio. Chegando em Washington, a embarcação passou por reparos.

Após esses acontecimentos, o New Orleans foi utilizado para batalhas decisivas de Saipan e Okinawa — contribuindo para que os EUA acabassem com o Japão Imperial. De acordo com o Museu da Segunda Guerra Mundial, o navio foi premiado com 17 estrelas pelas batalhas que passou.

Segundo a expedição arqueológica, entre agosto e dezembro de 1942, cinco grandes batalhas navais aconteceram, resultando em mais de 20.000 vidas perdidas devido a 111 navios de guerra e 1.450 aviões de todos os envolvidos na 2ª Guerra.

(Por Tainá Rodrigues)

Atos & Fatos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posso ajudar?