Emanuelzinho propõe uso do FGTS de agressores para indenizar vítimas de violência doméstica

Emanuelzinho propõe uso do FGTS de agressores para indenizar vítimas de violência doméstica
Emanuelzinho propõe uso do FGTS de agressores para indenizar vítimas de violência doméstica - Assessoria

O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT) protocolou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5525/2025, que permite a penhora do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de condenados por violência doméstica para pagamento de indenizações às vítimas. A proposta altera o Código de Processo Civil e a Lei do FGTS para criar uma exceção à regra da impenhorabilidade desses valores, mas apenas até o limite da indenização devida, após o trânsito em julgado da sentença.

A iniciativa busca resolver um problema prático: muitas vítimas não conseguem receber as reparações judiciais porque o agressor não possui bens penhoráveis identificados. “A Lei Maria da Penha já prevê a reparação de danos, mas não podemos permitir que a proteção ao FGTS sirva de escudo para quem comete crimes graves contra mulheres. O agressor precisa arcar com as consequências financeiras de seus atos, e este projeto garante que a vítima receba o que é seu por direito”, afirmou o parlamentar. A medida se aplica apenas a condenações por danos físicos, psicológicos, morais, sexuais ou patrimoniais decorrentes de violência doméstica e familiar.

Emanuelzinho, como é conhecido, tem se destacado no Congresso pela defesa dos direitos das mulheres. Ele é autor da Lei Federal 14.164/2021, que instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência Contra a Mulher no currículo das escolas de educação básica de todo o país – medida que já impactou mais de 10 milhões de jovens.

Recentemente, o deputado também apresentou o PL 797/2025, que endurece as regras de progressão de regime para condenados por feminicídio, exigindo bom comportamento e conclusão de programas de ressocialização. O novo projeto sobre o FGTS complementa essa agenda de proteção integral às mulheres vítimas de violência.

O PL 5525/2025 aguarda despacho da Mesa Diretora para tramitação nas comissões temáticas da Câmara.

(VGN)

Astrogildo Aécio Nunes

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