# Elena Guimarães é eleita por aclamação e inaugura nova fase na APDM

# Elena Guimarães é eleita por aclamação e inaugura nova fase na APDM
Fotos Divulgação

*Nova presidente assume mandato de três anos com a proposta de reposicionar a entidade, ampliar sua atuação intersetorial e fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão e desenvolvimento dos municípios de Mato Grosso*

A Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios do Estado de Mato Grosso – APDM inicia um novo capítulo de sua história. Elena de Oliveira Guimarães foi eleita por aclamação presidente da entidade para um mandato de três anos, em Assembleia Geral realizada no dia 16 de setembro, em Cuiabá.

A eleição aconteceu logo após a realização do encontro *“Cuidar de Quem Cuida – Saúde Mental, Bem-Estar e Valorização dos Profissionais da Assistência Social”*, promovido pela entidade dentro das ações do Setembro Amarelo.

A proximidade entre os dois momentos acabou traduzindo, simbolicamente, o novo ciclo que se inicia. Ao mesmo tempo em que reafirma sua histórica relação com a Assistência Social, a APDM se prepara para ampliar sua atuação e assumir uma posição mais estratégica no desenvolvimento dos municípios mato-grossenses.

A eleição por aclamação também revela uma característica importante da nova presidente.

Antes mesmo da Assembleia, Elena conduziu um processo de diálogo e articulação buscando aproximar municípios, lideranças e diferentes interesses em torno de um propósito comum. Em lugar da fragmentação ou da formação de múltiplas chapas, trabalhou para construir convergência.

O resultado foi a composição de uma chapa sem objeções, capaz de reunir diferentes municípios e perspectivas em torno de uma proposta de fortalecimento institucional da Associação.

Essa capacidade de *agregar, construir consensos e formar coalizões institucionais* deverá ser uma das marcas da nova gestão.

Mais do que vencer uma eleição interna, Elena conseguiu construir previamente um ambiente de entendimento. E é justamente essa habilidade de articulação que pretende levar para as relações da APDM com municípios, entidades, universidades, organizações sociais, empresas, profissionais e instituições públicas e privadas.

## Um novo posicionamento para a APDM

A nova gestão pretende promover uma transformação que vai além da substituição de dirigentes.

O propósito é reposicionar institucionalmente a Associação.

Durante muitos anos, entidades formadas ou fortemente vinculadas às primeiras-damas foram, por vezes, percebidas como espaços predominantemente sociais, de convivência ou ligados apenas às ações tradicionais da Assistência Social.

A nova APDM pretende romper definitivamente com essa percepção secundária.

Sem renunciar à sua história, à sensibilidade social ou à forte presença feminina que caracteriza a entidade, a proposta é ampliar sua relevância e sua participação nos espaços onde se discutem políticas públicas, desenvolvimento humano, inclusão, prevenção, qualificação, inovação e futuro dos municípios.

A APDM pretende ser reconhecida não somente pelas atividades que realiza, mas pelo *papel institucional que desempenha*.

Isso significa construir projetos, estabelecer parcerias, participar de debates, aproximar municípios de conhecimento técnico, estimular boas práticas, buscar soluções e contribuir para que iniciativas de impacto possam chegar às diferentes regiões de Mato Grosso.

A Associação inicia, assim, um processo de transição para uma atuação mais profissional, planejada, multi e intersetorial.

## Da assistência ao desenvolvimento

Primeira-dama do município de Novo Mundo e assistente social de formação, Elena Guimarães traz para a presidência uma visão humanista, mas também ampliada sobre as questões relacionadas ao desenvolvimento social.

A nova gestão parte da compreensão de que oferecer assistência é fundamental, mas que o desenvolvimento exige avançar além do atendimento às necessidades imediatas.

Enfrentar vulnerabilidades de maneira duradoura também significa contribuir para mudanças comportamentais, educacionais, sociais, econômicas e estruturais capazes de ampliar autonomia, oportunidades e qualidade de vida.

Uma família acompanhada pela Assistência Social não possui apenas uma necessidade.

Saúde, educação, renda, qualificação, condições de trabalho, segurança alimentar, proteção social, acesso à informação, autonomia e oportunidades estão interligados.

Por essa razão, os problemas enfrentados nos municípios não podem ser observados exclusivamente por uma única política pública ou secretaria.

É justamente nesse ponto que a APDM pretende ampliar sua contribuição.

A Assistência Social continuará sendo um de seus pilares, mas áreas como *Saúde, Educação, desenvolvimento humano, qualificação profissional, geração de renda, políticas para as mulheres, envelhecimento, prevenção e outras agendas relacionadas à melhoria da qualidade de vida* passarão a ser compreendidas como estratégicas para o desenvolvimento municipal.

A proposta não é substituir secretarias ou interferir nas competências dos municípios.

Ao contrário.

A APDM pretende atuar como *articuladora*, criando pontes, aproximando instituições, reunindo conhecimento e facilitando a construção de projetos que possam fortalecer as políticas já executadas pelas administrações municipais.

## Uma gestão centrada nas pessoas, mas com visão integrada

A formação de Elena como assistente social contribui para que o olhar humanizado permaneça no centro da nova gestão.

Mas o conceito de cuidado deverá assumir uma dimensão mais ampla.

O cidadão será compreendido de maneira integral.

A proposta é trabalhar a partir da percepção de que desenvolvimento humano não pode ser fragmentado entre departamentos, secretarias ou políticas isoladas.

Cuidar das pessoas também significa criar condições para que elas desenvolvam autonomia, tenham acesso ao conhecimento, melhorem sua saúde, ampliem suas oportunidades e participem de maneira mais ativa da própria comunidade.

Essa perspectiva integrativa e humanista deverá orientar os programas construídos ao longo do novo mandato.

## Planejamento Estratégico será revisto

A nova fase também deverá ser acompanhada por mudanças na estrutura de planejamento da instituição.

Entre as prioridades está a revisão do *Planejamento Estratégico da APDM*, com definição de novas metas, diretrizes, prioridades, responsabilidades e prazos para o próximo triênio.

A proposta é avançar de uma lógica predominantemente baseada em ações pontuais para a construção de programas capazes de gerar continuidade, acompanhamento e resultados mensuráveis.

Projetos deverão ser pensados com objetivos claros, cronogramas, indicadores e mecanismos de avaliação.

O propósito é fortalecer a capacidade técnica da Associação e permitir que sua atuação seja percebida não apenas pela quantidade de iniciativas realizadas, mas pelos resultados produzidos nos municípios.

## Presença feminina com participação e poder de transformação

A valorização feminina continuará sendo uma das características centrais da APDM.

Mas essa presença deverá assumir um novo significado.

A proposta da gestão é avançar para além de uma representação simbólica ou de espaços de convivência entre primeiras-damas e gestoras.

A entidade pretende contribuir para que mulheres estejam cada vez mais presentes nos lugares onde as decisões são discutidas, planejadas e tomadas.

Isso significa estimular sua participação em conselhos, fóruns, debates institucionais, projetos, ações de qualificação, iniciativas de desenvolvimento e espaços de liderança.

A presença feminina não deverá ser apenas representativa.

*Deverá ser participativa, estratégica e transformadora.*

Nesse novo posicionamento, a APDM não pretende ser simplesmente uma entidade de mulheres dedicada exclusivamente a assuntos relacionados às mulheres.

Pretende ser uma entidade com forte liderança feminina capaz de participar da discussão sobre os grandes temas que envolvem o desenvolvimento municipal.

Isso inclui Saúde, Educação, desenvolvimento econômico e social, empreendedorismo, envelhecimento, infância, qualificação profissional, trabalho, geração de renda, inovação, prevenção à violência, segurança alimentar, saúde mental e tantas outras questões que impactam a vida cotidiana da população.

A mulher deixa, portanto, de ser compreendida apenas como beneficiária das políticas públicas.

Passa também a ser vista como *formuladora, articuladora, liderança e agente de transformação*. 

A força de uma entidade municipalista

Esse movimento ganha ainda mais importância pelo caráter municipalista da APDM.

A proximidade com diferentes municípios permite que a Associação transforme agendas institucionais em ações com capilaridade territorial.

Uma iniciativa construída em nível estadual pode ser adaptada às diferentes realidades locais e alcançar comunidades que muitas vezes têm menor acesso a projetos, capacitações e conhecimento técnico especializado.

Essa característica confere à APDM uma oportunidade singular.

A entidade pode funcionar como uma ponte entre boas iniciativas e os municípios.

Pode identificar experiências que funcionam, estimular sua replicação, aproximar parceiros e contribuir para que soluções não permaneçam concentradas apenas nos grandes centros.

Ao fortalecer primeiras-damas, gestoras e lideranças municipais, a APDM também amplia a capacidade desses agentes de atuar em suas próprias comunidades.

Mais do que ocupar espaços, a proposta é ajudar a construir espaços onde mulheres tenham *voz, responsabilidade, participação e poder de transformação*.

## Uma entidade com voz e presença institucional

A nova gestão também pretende ampliar a presença da APDM em debates e discussões relevantes para o desenvolvimento do Estado.

O objetivo é fazer com que a Associação seja chamada para a mesa quando temas relacionados aos municípios estiverem sendo discutidos.

Uma entidade municipalista ganha relevância quando possui capacidade de interlocução, apresenta propostas, participa de fóruns, estabelece agendas e contribui para a construção de soluções.

É esse novo patamar institucional que a gestão pretende alcançar.

O fortalecimento da própria entidade também deverá repercutir diretamente sobre seus dirigentes.

À medida que a APDM amplia sua atuação, quem participa de sua direção deixa de exercer somente uma função representativa e assume responsabilidades relacionadas à articulação, governança, planejamento e desenvolvimento de agendas institucionais.

A proposta é fortalecer a Associação e, simultaneamente, fortalecer suas lideranças.

## Alianças como estratégia

A capacidade de articulação demonstrada por Elena ainda durante o processo eleitoral deverá ganhar dimensão maior ao longo do mandato.

A presidente está animada com o início desse novo ciclo e afirma estar disposta a não medir esforços para estabelecer alianças e parcerias que agreguem valor à instituição e sejam compatíveis com seu novo momento.

A APDM pretende ampliar interlocuções com instituições públicas, iniciativa privada, universidades, entidades profissionais, organizações da sociedade civil, especialistas e diferentes setores capazes de contribuir para o desenvolvimento dos municípios.

A expectativa é que essas parcerias não se limitem à realização de eventos.

A intenção é gerar conhecimento, capacitações, ferramentas, projetos, programas e soluções que possam ser incorporados ou adaptados às realidades municipais.

A mesma capacidade utilizada para reunir diferentes municípios e construir uma chapa de consenso deverá, agora, ser utilizada na formação de novas alianças em torno de projetos de interesse coletivo.

## Um braço forte para as ações femininas nos municípios

Entre os compromissos da nova gestão está ainda o fortalecimento da APDM como importante articuladora das ações destinadas às mulheres nos municípios mato-grossenses.

A Associação pretende utilizar sua capilaridade para estimular iniciativas relacionadas à saúde da mulher, prevenção à violência, educação, autonomia, qualificação profissional, empreendedorismo, participação social, liderança e desenvolvimento.

A proposta é contribuir para que essas ações não ocorram de maneira fragmentada.

Ao aproximar diferentes áreas, instituições e profissionais, a APDM poderá ajudar os municípios a desenvolver políticas e projetos mais integrados e capazes de enxergar as mulheres em todas as dimensões de suas vidas.

É também uma forma de transformar a presença feminina dentro da própria instituição em força concreta de mudança nos territórios.

## Um divisor de águas

A eleição de Elena Guimarães representa, portanto, mais do que uma mudança na presidência.

Marca o início de uma proposta de reposicionamento.

A APDM pretende preservar a sensibilidade social que faz parte de sua história, mas ampliar sua dimensão institucional, técnica e estratégica.

Uma entidade mais profissionalizada.

Mais planejada.

Mais intersetorial.

Mais aberta ao conhecimento e à cooperação.

Mais presente nas discussões que envolvem os municípios.

E, sobretudo, consciente de que sua força feminina não precisa permanecer restrita a uma função secundária.

Ao contrário.

Pode ser uma das principais ferramentas para ampliar participação, articular projetos e gerar transformação.

O desafio dos próximos três anos será transformar essa visão em resultados.

A eleição por aclamação oferece um importante ponto de partida: a nova fase nasce da convergência, do diálogo e da capacidade de agregar.

Agora, a intenção da nova gestão é levar essa mesma capacidade de articulação para fora dos limites da Associação e construir uma APDM com maior protagonismo, responsabilidade e influência institucional.

Uma entidade preparada para ocupar novos espaços e contribuir efetivamente para o desenvolvimento dos municípios de Mato Grosso.

*Uma nova APDM, na qual a presença feminina não seja apenas representativa, mas participativa, estratégica e transformadora.*

Da Redação – Dra Luma 

Astrogildo Aécio Nunes

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