Dr. João descarta compra da Santa Casa pela AL, cobra solução para pacientes oncológicos e cita perda de leitos de UTI

A Assembleia Legislativa não tem condições finaceiras de adquirir o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, tampouco de repassar a estrutura ao município. A afirmação é do primeiro-secretário da Casa, deputado Dr. João (MDB), que destacou a preocupação com os pacientes oncológicos e crônicos atendidos na unidade.
“O presidente Max Russi falou o seguinte: a Assembleia é a favor de o governo comprar, não ela comprar. Se o governador quiser comprar, passa aqui na Assembleia, a Assembleia é a favor, faz uma votação e passa para o município”, comentou.
Dr. João defendeu a criação de uma comissão ampla para discutir o futuro da Santa Casa, com participação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), da Comissão de Saúde da Assembleia, do Conselho Regional de Medicina (CRM) e de representantes dos três Poderes. O objetivo, segundo ele, é encontrar a alternativa mais viável para manter os atendimentos. “A grande preocupação da gente, minha principalmente, são os pacientes que fazem oncologia. Aonde esses pacientes vão ser atendidos para fazer quimio e radioterapia? Uma criança só tem pediatria oncológica na Santa Casa. O Hospital de Câncer não tem vaga. O Hospital Geral não tem vaga. Esses pacientes vão para onde?”, questionou.
O deputado lembrou que o novo Hospital Central, prestes a ser inaugurado pelo governo do Estado, não terá atendimento clínico oncológico, apenas cirurgias de alta complexidade, e que, por isso, não substituirá a estrutura da Santa Casa.
“O novo hospital, o Hospital Central, é um hospital de referência em alta complexidade. Ele não tem porta de entrada. Ele vai ter cirurgia oncológica, não tratamento de oncologia”,
explicou.
O deputado também chamou atenção para a redução de leitos que poderá ocorrer caso o hospital seja fechado sem uma alternativa clara.
“Tem 50 leitos de UTI lá. Nós vamos diminuir 50 leitos. Que vai ter os leitos do Hospital Central. E mais 50 vai dar mais de 100 leitos. Então, principalmente de oncologia, não tem vaga. Então não tem como”, comentou.
A proposta sugerida pelo deputado Lúdio Cabral (PT), de transferir a gestão da Santa Casa para o Consórcio da Baixada Cuiabana, também foi considerada inviável por Dr. João, devido ao alcance estadual dos atendimentos realizados na unidade.
“O Lúdio deu uma ideia que aparentemente é muito boa. Só que o consórcio da Baixada Cuiabana são 13 cidades. E o resto do interior? A Santa Casa de Misericórdia é um hospital estadual. Então ela tem que atender o estado todo. Não só os 13 municípios da Baixada Cuiabana. E aí vai dar problema”, destacou.
(Olhar Direto)






