Divórcio, saúde masculina, decisões difíceis: quando o Direito e a Medicina se encontram

Divórcio, saúde masculina, decisões difíceis: quando o Direito e a Medicina se encontram
Divulgação

O aumento dos divórcios na meia-idade tem revelado um ponto cego nas discussões sobre separação: o impacto das mudanças hormonais e neuroemocionais na saúde do homem e na condução de decisões conjugais.

O debate é o foco do episódio “A visão do homem no processo de divórcio e o impacto da andropausa”, do Podcast Entrelaços, apresentado pela advogada de família Tatiana Machado, que recebe o médico Alexandre Martins para conectar Direito, saúde e comportamento humano.

A conversa aborda alterações hormonais, esgotamento emocional e a forma como homens vivenciam crises conjugais.

A partir de sua prática jurídica, a advogada Tatiana Machado disse que muitos pedidos de divórcio chegam ao escritório em momentos de intensa desorganização emocional. “Nem toda decisão de separação nasce de um esgotamento real do vínculo. Em muitos casos, ela acontece em fases de confusão, cansaço extremo e falta de clareza, quando as pessoas ainda não conseguiram compreender plenamente o que estão vivendo”, afirma.

Para ela, decisões definitivas exigem preparo e orientação, especialmente quando há filhos envolvidos. “O Direito de Família precisa olhar para além do conflito e considerar o contexto humano e emocional por trás de cada escolha”, completa.

Sob a perspectiva médica, Alexandre Martins explica que a andropausa costuma se manifestar de forma progressiva e, muitas vezes, silenciosa. “A principal alteração no homem não é sexual, é neurocognitiva. Há queda de interesse, aumento da irritabilidade e menor tolerância emocional, o que pode levar o indivíduo a interpretar essas mudanças como um problema do relacionamento ou como o fim do casamento”, explica.

Segundo o médico, alterações hormonais associadas a sono irregular, inflamação metabólica e estresse crônico influenciam diretamente o comportamento e a tomada de decisões.

Durante o episódio, os dois especi ressaltam que a proposta não é justificar separações nem medicalizar conflitos conjugais, mas ampliar o nível de informação para escolhas mais conscientes.

“Quando o divórcio é conduzido sem preparo, ele tende a ser mais doloroso e conflituoso para todos os envolvidos”, observa a advogada. Já o médico Alexandre destaca a importância de uma avaliação clínica criteriosa antes de decisões definitivas. “Reposição hormonal não é um elixir da juventude. Ela exige critério, acompanhamento e mudanças no estilo de vida, mas, quando bem indicada, pode devolver vitalidade, clareza mental e equilíbrio emocional”, afirma.

Outro eixo central da conversa é a preservação do vínculo parental. Ao compartilhar sua experiência pessoal como pai após o divórcio, o médico reforça a importância do diálogo e da maturidade emocional ao longo do processo.

“Quando você tira o ego do foco e coloca a criança no centro, o processo flui melhor e se torna mais saudável”, diz.

Essa perspectiva se conecta diretamente à atuação da advogada que defende uma condução responsável das separações.

“Mesmo quando o vínculo conjugal se encerra, o vínculo parental permanece e precisa ser protegido”, ressalta.

Ao unir Direito e Medicina, o episódio do Entrelaços propõe um debate necessário e ainda pouco explorado. Com este episódio, o Podcast Entrelaços se consolida como um espaço qualificado de reflexão para homens, mulheres e casais que atravessam momentos de crise, reforçando que decisões capazes de impactar toda a estrutura familiar exigem informação, apoio técnico e consciência do momento de vida que está sendo vivido.

Serviço: O episódio “A visão do homem no processo de divórcio e o impacto da andropausa”

está disponível no YouTube, no canal do Podcast Entrelaços.

▶⬛ Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=_FEr2FbQWvc

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