Criança leva veneno de rato à escola em Cuiabá; 7 são internados

Sete crianças da turma do Pré II da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, no bairro Alvorada, em Cuiabá, foram levadas para atendimento médico após terem contato com veneno de rato levado por um colega, na manhã desta segunda-feira (10).
“Eu fiquei imediatamente com medo, porque eu não sabia como tinha começado”
De acordo com informações apuradas pelo MidiaNews, o caso ocorreu na fila do pátio da instituição, antes de as crianças entrarem na sala de aula.
Segundo as Secretarias Municipais de Educação e Saúde, assim que a situação foi identificada, equipes da escola prestaram os primeiros atendimentos e encaminharam as crianças para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, onde foram avaliadas e receberam os primeiros cuidados.
Seis crianças estão estáveis, conscientes e apresentando mal-estar estocamal e sonolência, mas sem sintomas graves. Elas foram encaminhadas ao Centro Médico Infantil (CMI) e permanecem em observação, sob acompanhamento médico.
A sétima criança, que teria levado a substância para a escola, apresentou um quadro mais significativo e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permanece sob acompanhamento especializado e monitoramento toxicológico.
A analista Vitória Cristina, mãe de um estudante que não está entre as crianças que precisaram de atendimento, afirmou ao MidiaNews que soube da situação por meio de um grupo de bairro e foi imediatamente à escola para buscar o filho.
“Eu fiquei imediatamente com medo, porque eu não sabia como tinha começado, se tinha entregue somente em uma sala ou se eles tinham entregue no pátio. As chances de o meu filho ter tido contato com o veneno são grandes, se foi fora da sala de aula”, afirmou.
Segundo ela, ao chegar à escola, foi informada de que o filho estava bem. No entanto, a analista afirmou que seria importante que a instituição avisasse os pais e responsáveis sobre a situação, a fim de evitar pânico.
“Acredito que deveriam ter avisado, até porque veneno é uma coisa pequena, pode ser passado na mão de várias crianças, e é um assunto bem delicado”, disse.
Vitória optou por retirar o filho mais cedo da escola, assim como outros pais, para mantê-lo sob observação e levá-lo ao hospital caso apresentasse algum mal-estar.
A Prefeitura de Cuiabá informou que as crianças estão fora de perigo e que todas as medidas necessárias foram adotadas pelas equipes das Secretarias de Educação e Saúde desde que a ocorrência foi identificada.
Veja a nota da Prefeitura:
“A Prefeitura de Cuiabá, por meio das Secretarias Municipais de Saúde e de Educação, informa que, nesta segunda-feira (10), sete crianças da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, localizada no bairro Alvorada, tiveram contato com uma substância levada para o ambiente escolar, identificada preliminarmente como veneno de rato.
Assim que a situação foi identificada, as equipes das Secretarias de Educação e Saúde atuaram de forma rápida e integrada para garantir o atendimento e o encaminhamento adequado das crianças. Todas foram levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, onde receberam os primeiros cuidados e passaram por avaliação médica.
Posteriormente, seis crianças, que estão estáveis, conscientes e sem sintomas, foram encaminhadas ao Centro Médico Infantil (CMI), unidade de referência para atendimento pediátrico, onde permanecem em observação e sob acompanhamento médico.
A sétima criança, que teria levado a substância para a escola, apresentou um quadro mais significativo e também recebeu atendimento imediato. Após a avaliação inicial na UPA Morada do Ouro, foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permanece sob acompanhamento especializado e monitoramento toxicológico.
A Prefeitura de Cuiabá reitera sua preocupação e destaca que todas as medidas necessárias foram adotadas pelas equipes de Educação e Saúde desde a identificação da ocorrência. As crianças estão recebendo toda a assistência necessária e, neste momento, encontram-se fora de perigo.
Por se tratar de crianças e de uma situação que envolve atendimento médico, a Prefeitura não poderá fornecer informações adicionais sobre diagnósticos, procedimentos ou outros detalhes dos casos, em respeito ao sigilo médico, à privacidade e à preservação da imagem e da integridade das crianças.
As equipes das Secretarias Municipais de Saúde e de Educação seguem acompanhando a situação e prestando todo o suporte necessário às famílias.”
Vídeo:
(MidiaNews)






