‘Bora’ para uma nova jornada: Mulheres!

Emirella Martins
Com grande apreço começo uma nova missão junto ao site A&F News, com propósito de levar informações e provocar a necessária reflexão sobre as diversas violências enfrentadas pelas mulheres, iniciando adequadamente no mês em que o assunto ganha mais visibilidade.
Importante destacar que neste trabalho não haverá qualquer movimento com a finalidade de colocar homens e mulheres em posições opostas. Na verdade, o principal objetivo é conscientizar, envolvendo todos, em um processo de mudança essencial e urgente sobre como a mulher é compreendida, enquanto parte desta sociedade.
Para tanto, a cada quinzena será tratado um assunto relevante, buscando sensibilizar e despertar no leitor a compreensão crítica e responsável, além de informar e alertar quanto as realidades, direitos e deveres, tudo como parte do processo de conscientização, crucial para mudanças comportamentais e sociais relativas às violências contra as mulheres.
Regularmente são registrados casos de violência contra mulheres, colocando nosso estado e país em um ciclo de repercussão negativa de violação dos direitos humanos. Nem mesmo no mês de março as mulheres são poupadas. No senso comum, alguns afirmam que a violência contra as mulheres está aumentando, outros questionam o motivo, mas também temos redutos que responsabilizam a vítima e outros que não querem se envolver no assunto. Isso demonstra a necessidade de ampliar a participação do debate, falando o óbvio para garantir que informações básicas sejam compreendidas por todos, principalmente por aqueles que têm mais dificuldade em entender e respeitar as mulheres.
Temos um campo fértil para dialogar, isso não significa que será um trabalho fácil, considerando que por séculos todos nós fomos ensinados que as mulheres deveriam ser uma pessoa de segunda classe e jamais desafiar o poder masculino, e desde então as consequências nos alcança até os dias atuais, seja nas relações dentro de casa, no ambiente de trabalho ou mesmo nas vias públicas.
Convido todos a pensar, em cada artigo apresentado, como podem contribuir para o reconhecimento da mulher como parte ativa da sociedade, sendo exemplo coerente de respeito às mulheres, sem rivalidades de gênero. Afinal, não podemos aceitar como normal o desrespeito e morte de mulheres por ser mulher.
Até a próxima.
Emirella Martins – Coronel Veterana da PMMT, Mestranda em Violencia Doméstica y de Género, Pós-Graduada e palestrante na área.
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