Baixinha pede menos burocracia da Defensoria Pública para agilizar UTI

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) demonstrou indignação ao falar sobre as dificuldades enfrentadas por cidadãos que precisam solicitar vagas de UTI via atendimento da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso. A declaração da parlamentar aconteceu durante a sessão ordinária de terça-feira (16).
A parlamentar explicou que, normalmente, quando um paciente dá entrada em uma unidade de saúde e necessita de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a própria unidade busca vagas disponíveis na rede hospitalar.
No entanto, segundo a vereadora, as vagas em UTIs geralmente estão em falta e muitas famílias acabam recorrendo à Defensoria Pública para garantir o atendimento.
” O paciente entra primeiro em unidades como policlínicas, postos de saúde , UPAS que não têm UTI e fica aguardando os hospitais de grande porte que tenham a disponibilidade. Mas a família escuta a mesma coisa sempre, que não tem vaga e tem que buscar a Defensoria, que coloca toda essa burocracia. Isso traz sofrimento e angústia para a família, porque quem precisa de UTI é porque está em um estado grave”, desabafou ela.
Baixinha explica que o pedido é realizado por meio de WhatsApp, porém o formulário exige uma grande quantidade de informações e documentos, e caso a família não consiga apresentar toda a documentação solicitada, o atendimento não tem continuidade, o que acaba dificultando ainda mais o acesso ao pedido de transferência.
“Tem pessoas humildes que não sabem nem como preencher todas as informações pedidas ou não possuem alguns documentos naquele momento. Enquanto isso, o paciente continua aguardando uma vaga de UTI”, declarou.
A vereadora afirmou que acompanhou de perto uma situação em que a família encontrou dificuldade para concluir o pedido devido às exigências feitas durante o atendimento. ” Em momentos de desespero, o atendimento precisa ser mais ágil e mais humano”, destacou a parlamentar.
Ao finalizar sua fala, Baixinha Giraldelli reforçou a necessidade de revisão no modelo de atendimento para garantir mais acessibilidade e rapidez nos pedidos relacionados à saúde pública.
” Vamos solicitar um encontro com membros da Defensoria para tentar achar um meio de desburocratizar tudo isso. Pessoas morrem buscando uma UTI, enquanto famílias estão atrás de documentos que já estão nas unidades de saúde”, frisou.
Entenda documentos exigidos pela Defensoria Pública:
•RG e CPF ou CNH do paciente;
•Carteira de trabalho do paciente ;
•Comprovante de residência (conta de água ou energia);
•Comprovante de renda (holerite, extrato da conta bancária dos 03 últimos meses);
•RG e CPF do responsável;
•Cartão SUS do paciente;
• Laudo/ relatório médico com CID da doença;
•Espelho SISREG;
•03 orçamentos do medicamento – com CNPJ e dados bancários.
(Ana Conrado l Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli)






