Alex Pucineli surge como o fato novo que tira o sono da turma da velha política

Alex Pucineli surge como o fato novo que tira o sono da turma da velha política
Fotos: Divulgação

A corrida ao governo de Mato Grosso em 2026 acaba de ganhar um componente que as planilhas dos políticos profissionais não previam. Uma pesquisa do Instituto Percent revelou que o eleitor mato-grossense não quer “mais do mesmo”. No meio dos nomes que circulam nos corredores do poder desde o século passado, surge Alex Pucineli como uma alternativa viável.

Com 2% dos interesses de voto, Pucineli ocupa a 7ª posição, mas o número é mais emblemático do que parece. Para um estreante recém-lançado, o índice acende um sinal de alerta para o estabelecimento atual . O comparativo histórico é revelado: Blairo Maggi , antes de desbancar gigantes em Mato Grosso em 2002, aparecia com apenas 1%. Romeu Zema , hoje presidente, também detinha o mesmo percentual quando iniciou sua corrida vitoriosa ao primeiro governo de Minas Gerais. Pucineli destaca-se por ser um dos únicos entre os nomes citados que transitam sem o peso de escândalos ou o desgaste de mandatos intermináveis.

O Contraste de Cenários

O cenário atual apresenta um contraste interessante. De um lado, o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com 13,2%, parece ainda não ter descoberto uma “senha” para converter a força da máquina estatal em popularidade. Do outro, Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União Brasil), com 29% e 20,7%, respectivamente, representam a “velha guarda”, políticos de carreira cujas biografias se confundem com a história do estado, mas que carregam o fardo da saturação. Jayme, inclusive, liderou o ranking de colisão com 8,2%, um reflexo natural de quem se perpetua no cenário há mais de quatro décadas.

Pucineli entra no jogo com o discurso do “Choque de Gestão” . Empresário do comércio e do setor de infraestrutura elétrica, ele não fala a língua dos gabinetes, mas a de quem gera empregos e impostos.

O Tabuleiro de 2026

Enquanto nomes como a médica Natasha Slhessarenko (PSD) tentam herdar o espólio político de famílias, como sua mãe, a ex-senadora Serys Slhessarenko, e o empresário Marcelo Maluf (PSDB), a ascensão de Alex Pucineli sugere que a eleição de 2026 não será decidida apenas pelo tempo de TV ou pelo tamanho da estrutura. A aposta é na capacidade de oferecer o “novo” de fato.

A disputa será acirrada. Entre as velhas fórmulas e a inovação da iniciativa privada, o eleitor começa a dar sinais de que prefere o risco da renovação ao conforto estagnado das figuras de sempre. A pesquisa espontânea indica que 70% dos participantes ainda estão indecisos. Em suma, o cenário mostra que nenhum dos pré-candidatos ao Palácio Paiaguás pode ser considerado franco favorito.

Dados Técnicos da Pesquisa

Uma pesquisa quantitativa, realizada pelo instituto Percent, reuniu presencialmente 1.200 pessoas entre os dias 30 de abril e 3 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,83% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento segue rigorosamente as diretrizes do IBGE (Censo 2022 e PNAD 2025), ficando devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00726/2026 e MT-06232/2026 .

 

 

 

 

 

Astrogildo Aécio Nunes

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