Acusado de matar PM durante aula de jiu-jitsu é indiciado e pode pegar 30 anos de prisão

O homem de 33 anos investigado pela morte do policial militar e instrutor de jiu-jitsu Renato Oliveira Aragão foi indiciado e pode ser condenado a até 30 anos de prisão pelo crime. A Polícia Civil concluiu, na sexta-feira (14), o inquérito que apurou o homicídio ocorrido no dia 4 de agosto, em um centro comunitário de Várzea Grande.
J.V.S. foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. Somadas, as qualificadoras previstas no indiciamento podem levar a uma pena de 12 a 30 anos de reclusão.
O investigado foi preso em flagrante logo após o crime. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça, e ele permanece detido à disposição do Poder Judiciário.
Renato atuava como instrutor de jiu-jitsu em um projeto social quando foi surpreendido pelo suspeito, que chegou ao local armado e efetuou diversos disparos.
Mesmo após ser atingido, o policial militar foi socorrido por uma equipe da Polícia Militar e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu.
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Durante o interrogatório, o investigado permaneceu em silêncio. Segundo a Polícia Civil, porém, os elementos reunidos ao longo da investigação confirmaram a autoria e apontaram que ele teria agido sozinho.
A arma utilizada no homicídio também pertencia ao suspeito, que, conforme a investigação, mantinha a posse irregular do armamento havia vários anos.
As investigações apontaram ainda que o homicídio teria sido motivado por uma questão passional. Depoimentos de testemunhas e de pessoas que tinham vínculo com a vítima e o investigado indicaram que Renato estaria mantendo um relacionamento amoroso com a companheira do suspeito.
Segundo a Polícia Civil, o relacionamento extraconjugal teria se prolongado por mais de dois anos, marcado por períodos de término e reatamento.
A corporação informou que ainda aguarda resultados de laudos de balística relacionados à arma utilizada no crime, além de exames complementares.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ficará à disposição do Ministério Público, que deverá analisar as provas e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia contra o investigado.
MidiaJur






