Abilio atribui esvaziamento do Centro Histórico às compras online e defende empreendimentos noturnos

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atribuiu o esvaziamento do Centro Histórico da Capital à mudança nos hábitos de consumo da população e ao crescimento das compras pela internet. Ao comentar imagens de ruas comerciais vazias que circularam nas redes sociais, o gestor afirmou que a região precisa se reinventar, com mais bares, restaurantes, atividades culturais e opções de entretenimento, principalmente no período noturno.
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Abilio argumentou que plataformas virtuais, como a Shopee, mudaram a forma como as pessoas compram e reduziram a procura por lojas físicas, inclusive em outras regiões da cidade.
“Eu vejo uma migração do consumo. O cidadão, muitas das vezes, troca o consumo presencial pelo consumo virtual. E ele consome excessivamente, às vezes, no consumo virtual, e lhe faltam recursos para fazer o consumo presencial”, afirmou.
O prefeito também contestou a avaliação de que o movimento reduzido no Centro Histórico seria explicado principalmente por problemas de segurança ou pelas altas temperaturas de Cuiabá. Como comparação, citou os shoppings da Capital e de Várzea Grande e afirmou que a redução da circulação de consumidores também pode ser observada nesses espaços.
“Se fosse uma questão apenas de segurança, ‘ah, o centro da cidade não possui segurança, é muito morador de rua’ e etc. Se fosse uma situação apenas sobre clima, ‘ah, o centro da cidade é muito quente’, então o shopping Goiabeiras estaria lotado, o shopping em Três Américas estaria lotado, o shopping Pantanal estaria lotado”, declarou.
A região central, no entanto, enfrenta problemas que vão além da transformação do comércio, como abandono de imóveis, presença de pessoas em situação de rua e relatos de insegurança relacionados a furtos e assaltos. Esses fatores também integram o cenário de esvaziamento e dificultam a recuperação da circulação de moradores e consumidores.
Para Abilio, a retomada do Centro Histórico depende de uma mudança no perfil das atividades oferecidas. Na avaliação dele, o comércio concentrado em produtos que podem ser adquiridos pela internet perde espaço para as plataformas digitais, enquanto gastronomia, cultura e entretenimento podem funcionar como atrativos para o público.
“O que faz as pessoas virem ao ambiente presencial? A gastronomia, a cultura, outros tipos de entretenimento. Então, o centro precisa se reinventar”, disse.
O prefeito defendeu que as ruas da região sejam transformadas em espaços voltados à gastronomia, à arte e à cultura, com maior movimentação durante a noite. Ele afirmou que já defendeu essa mudança em outras ocasiões e acredita que o Centro Histórico poderá recuperar parte de sua vitalidade com a ampliação das atividades comerciais e de lazer.
“Dá para encher de bar, lanchonete, restaurante, fazer cada via daquela ali virar uma via de gastronomia, de cultura, de arte e tudo mais. O centro vai voltar a ter vida”, afirmou.
Abilio, porém, ressaltou que a transformação não depende exclusivamente da Prefeitura, uma vez que parte das decisões envolve proprietários de imóveis, moradores, trabalhadores e comerciantes da região.
“Eu não sou dono dos imóveis. Cabe aos proprietários, cabe ao centro, aos moradores, aos trabalhadores, aos comerciantes, a reinvenção do centro da cidade”, declarou.
(Olhar Direto)






