O Povo se Levantou, o jogo virou – Do Brasil para o Mundo: A estrela brilhou!

Paulo Lemos
O povo se levantou, o jogo virou e os ventos da democracia voltaram a soprar com força, com cor, com voz, com festa e com aquela vibração que não cabe em casa! A ascensão da extrema direita, tantas vezes apresentada como inevitável, encontra resistência nas urnas, nas ruas e na organização popular.
Do Brasil à Sérvia, de Israel aos Estados Unidos, os sinais — reais ou em disputa — mostram a mesma coisa: o autoritarismo não é destino! A esperança voltou a entrar em campo de cabeça erguida, camisa suada e coração acelerado!
Em outubro de 2026, caso se confirmem os resultados divulgados pelas autoridades eleitorais, o Brasil protagonizou uma virada histórica! Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito, derrotando o campo bolsonarista depois de uma campanha de mobilização intensa, pulsante, de porta em porta, de conversa na fila, de grupo de família em ebulição, de gente descobrindo que política também se faz com afeto, teimosia e alegria!
Não se trata de apagar as diferenças entre os brasileiros — elas existem e continuarão existindo.
Trata-se de reconhecer a força de uma maioria construída na disputa democrática, com paciência, com organização e com aquele brilho no olho de quem não desiste!
Que alegria é essa? É a alegria de quem sabe que a urna é pequena, mas o voto é enorme! É a alegria de quem já viu a democracia cambalear e escolheu segurá-la em pé — com as duas mãos, com a voz, com o corpo e com o coração! É a alegria que não é ingenuidade: é combustível! É a alegria que organiza, que conversa, que convence, que cobra e que constrói!
O significado dessa vitória vai muito além da alternância eleitoral!
O Brasil que resistiu à tentativa de ruptura institucional após 2022 teria reafirmado a soberania do voto e a capacidade de organização da sociedade.
Trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e cidadãos de diferentes origens fizeram da participação política um instrumento de resistência — e de criação!
A democracia não vence porque os conflitos desaparecem. Vence quando são decididos pelas urnas, com transparência, com fiscalização e com aquela teimosia bonita de quem acredita!
E o protagonismo brasileiro não começa nem termina na eleição!
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada no G20, a COP30 em Belém e a atuação nos BRICS projetaram uma agenda de combate às desigualdades, preservação ambiental e cooperação entre os povos.
Num cenário de guerras, protecionismo e disputas geopolíticas, o Brasil defende o multilateralismo e uma ordem internacional menos subordinada à imposição dos mais poderosos.
Isso é grande! Isso é coletivo! Isso é futuro!
A repercussão internacional de uma reeleição foi tratada como reveladora.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, teria afirmado que a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil — declaração que traduz o peso simbólico do resultado.
Mas a alegria não pode virar sonolência! A festa é ponto de partida, não linha de chegada! Vibração total, sim — mas com os olhos abertos e os pés no chão!
Na Sérvia, relatos de mobilização estudantil apontam para uma vitória impressionante! Depois de quase dois anos de protestos desencadeados pela tragédia ferroviária de Novi Sad e por denúncias de corrupção, uma lista apoiada por estudantes obteu maioria dos votos, encerrando o longo domínio político de Aleksandar Vučić.
Que cena! A juventude mostrando ao mundo que indignação pode virar organização, e organização pode virar mudança institucional!
Isso é contagioso! Isso é bonito! Isso é o futuro batendo na porta e dizendo: “abre, que eu cheguei para ficar e avançar!”
Em Israel, as eleições de outubro retirou do bloco de Benjamin Netanyahu a maioria parlamentar, segundo resultados a confirmar.
O resultado representaria um limite eleitoral ao bloco governista — não a superação das profundas divisões políticas e do conflito regional.
Nem toda mudança é festa completa. Mas todo limite ao autoritarismo merece registro! E cada passo conta!
A reação atingiu também o centro do poder norte-americano!
Agora mesmo, o Partido Democrata conquistou o controle da Câmara e do Senado dos Estados Unidos, impondo uma derrota expressiva aos republicanos de Donald Trump — cenário que revela o desgaste do governo, associado só extremismo radical de interesses coloniais e concentrados nas mãos de uma minoria atropelada.
Antes disso, em abril, a Hungria registrou a derrota parlamentar de Viktor Orbán, depois de dezesseis anos no poder. A vitória do Tisza, de Péter Magyar, amplia o quadro de mudanças políticas como triunfo do campo democrático e progressista.
Existe um fio condutor — e ele é resistente! A concentração de poder encontra limites quando a sociedade preserva sua capacidade de organização, quando a juventude ocupa a vida pública e quando o voto se torna instrumento de cobrança.
A resistência democrática tem muitas cores políticas. Sua condição comum é aceitar o pluralismo, os direitos fundamentais e a legitimidade das instituições. Diversidade não é fraqueza: é força multiplicada!
A social-democracia pode oferecer uma resposta particularmente relevante a essa conjuntura: combinar liberdade política com justiça social!
Não basta preservar eleições se milhões permanecem sem renda, saúde, educação ou perspectiva.
O enfrentamento do ódio, do negacionismo e da desinformação precisa caminhar junto com políticas capazes de melhorar concretamente a vida das pessoas — sem sacrificar a liberdade de expressão nem o debate público.
Liberdade com pão! Democracia com dignidade! É isso que dá energia para seguir!
Vitórias eleitorais não substituem o trabalho permanente de fortalecer instituições, combater desigualdades e proteger a convivência democrática.
Nada de euforia preguiçosa! A alegria que contagia é a alegria que trabalha! A vibração que transforma é a vibração que organiza!
Há razões de sobra para reconhecer o significado histórico deste momento!
Não fomos meros espectadores! Tomamos posição, assumimos riscos, enfrentamos adversidades e participamos de uma luta coletiva que atravessa gerações e fronteiras.
O mundo não mudou de uma vez — mas voltou a demonstrar que pode mudar! E isso, meu povo, é combustível puro para o futuro que foi antecipado para o presente!
O povo se levantou, o jogo virou, e a democracia mostrou que tem força para reagir — com garra, com voz, com organização e com alegria!
O futuro não pertence inevitavelmente ao medo, ao ódio ou à ignorância. Pertence à disputa política, à participação popular e à coragem de construir, todos os dias, uma sociedade mais livre, solidária e justa. Vamos!
Porque a esperança, quando se organiza, vira maioria! E quando vira maioria, o jogo vira — e a alegria entra em campo!

Paulo Lemos é advogado, professor, escritor, psicanalista e analista político em Cuiabá/MT
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