Sindipetróleo-MT pede fiscalização em toda a cadeia após alta dos combustíveis

Sindipetróleo-MT pede fiscalização em toda a cadeia após alta dos combustíveis
Divulgação

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT) defendeu que eventuais fiscalizações sobre os preços dos combustíveis no estado alcancem todos os elos da cadeia de comercialização, e não apenas os postos de revenda.

Em manifestação divulgada nesta segunda-feira, a entidade afirmou que os revendedores mato-grossenses vêm enfrentando aumentos nos preços repassados pelas distribuidoras e dificuldades no abastecimento, principalmente em relação ao óleo diesel.

Segundo o Sindipetróleo-MT, entre os fatores que pressionam os custos estão a alta do preço do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, a valorização do açúcar no mercado externo e as mudanças no percentual obrigatório de etanol na gasolina.

A entidade também aponta a redução das importações de óleo diesel como um dos fatores que estariam provocando dificuldades no suprimento nacional.

Sindicato diz que postos não formam preços

De acordo com o Sindipetróleo-MT, os postos de combustíveis não são responsáveis pela formação dos preços na origem. A entidade afirma que a revenda recebe os produtos das distribuidoras e repassa ao consumidor os custos acumulados nas etapas anteriores da cadeia.

Na avaliação do sindicato, a estrutura envolve diferentes segmentos, como usinas, refinarias, importadores e distribuidoras, que devem ser considerados em eventuais apurações sobre a composição dos preços.

“O Sindipetróleo-MT reitera com veemência: os postos de combustíveis não são formadores de preços, mas repassadores dos custos estabelecidos nas etapas anteriores da cadeia”, afirma a entidade.

O sindicato também sustenta que a margem da revenda é pressionada pelos aumentos registrados ao longo da cadeia de distribuição.

Entidade defende fiscalização

O Sindipetróleo-MT afirma não ser contrário à fiscalização do setor. A entidade defende, porém, que as ações sejam realizadas de forma abrangente e alcancem os diferentes participantes da cadeia de combustíveis.

“Não nos opomos a nenhum tipo de fiscalização. Pelo contrário: defendemos o rigor da lei. Exigimos, no entanto, que a apuração seja isonômica e alcance todos os elos da cadeia produtiva e de distribuição”, diz o sindicato.

A manifestação também critica o uso político do aumento dos combustíveis durante o período eleitoral. Segundo a entidade, determinadas manifestações estariam concentrando a cobrança de explicações nos postos de combustíveis.

O Sindipetróleo-MT classificou essa abordagem como uma tentativa de responsabilizar o segmento varejista pelos aumentos e afirmou que a discussão sobre os preços precisa considerar toda a cadeia de fornecimento.

A entidade encerrou a manifestação reafirmando que continuará defendendo os revendedores de Mato Grosso e cobrando transparência na formação dos preços dos combustíveis.

Fonte: CenárioMT

Astrogildo Aécio Nunes

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