Maurício Coelho propõe “hospitalidade” no SUS e diz que fim da humilhação deve ser prioridade na saúde de Mato Grosso

O candidato ao Governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza), defendeu nesta segunda-feira (7), durante entrevista à TV Cidade Verde, uma mudança na forma como o cidadão é recebido e atendido pela rede pública de saúde. Para ele, além dos investimentos em estrutura, equipamentos e profissionais, o Estado precisa enfrentar um problema que, muitas vezes, não aparece nos indicadores: a humilhação vivenciada pelo paciente durante a busca por atendimento.
Maurício afirmou que uma das primeiras medidas de sua gestão seria criar uma política de hospitalidade na saúde pública, com a contratação de profissionais preparados para acolher e orientar os pacientes dentro da rede.
“Saúde custa caro. Mas tirar a humilhação, dar hospitalidade, custa barato”, afirmou o candidato durante a entrevista.
Segundo Maurício, a proposta não significa substituir investimentos em médicos, equipamentos e hospitais, mas criar uma estrutura de acolhimento capaz de melhorar a experiência do cidadão desde o momento em que ele procura o serviço de saúde.
“Você tem que contratar profissionais de hospitalidade. Profissionais de hospitalidade são mais baratos do que máquina de saúde, do que equipar hospital, do que contratar médico”, explicou.
Outro ponto destacado pelo candidato foi a chamada “fila invisível” da saúde. Maurício argumentou que os números oficiais podem não revelar toda a dimensão da demanda existente no SUS, porque muitos pacientes ainda nem chegaram à etapa em que passam a integrar formalmente uma fila por cirurgia ou procedimento.
Como exemplo, citou o paciente que ainda não conseguiu chegar à fase de exame, mas que possuirá indicação cirúrgica.
“Essa fila está subestimada porque, no fundo, esse paciente está precisando daquilo e ele não teve acesso ainda”, afirmou.
Para enfrentar esse problema, Maurício defendeu a ampliação e descentralização da realização de exames especializados, principalmente exames de imagem, levando estrutura e equipamentos para além de Cuiabá e ampliando o acesso da população no interior.
A proposta, segundo ele, busca acelerar o diagnóstico e permitir que o paciente avance mais rapidamente dentro do sistema de saúde, evitando que a espera por um exame seja o primeiro obstáculo para o tratamento.






