Maurício Coelho propõe “choque de poder de compra”

Visando reduzir os custos no orçamento mensal das famílias mato-grossenses, o candidato ao governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza), propõe, em seu plano de governo, uma espécie de “choque de poder de compra”.
Entre as propostas estão a criação de uma cadeia mato-grossense de fertilizantes, com prioridade para o Hub de Fertilizantes de Cáceres, e a criação de acordos que condicionem benefícios públicos a contrapartidas de abastecimento interno e redução de preços.
“O Estado produz soja, milho, carne e etanol em escala nacional. Mesmo assim, sua população paga caro para comer e para se deslocar. O problema não está na falta de produção. Mato Grosso não pode continuar exportando alimento caro para o mundo e comprando comida cara para o próprio povo”, afirma.
Mato Grosso é o maior produtor agropecuário do país, com um Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 216 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Agricultura. O Estado também deve colher 51,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, de acordo com a Conab. Apesar da força do campo, o consumidor mato-grossense ainda enfrenta um dos maiores custos de alimentação do país.
Em julho, Cuiabá registrou a segunda cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas pelo Dieese, com valor de R$ 881,27. O preço acumulava alta de 8,33% em 12 meses.
Para Maurício, a discussão sobre desenvolvimento precisa chegar ao orçamento das famílias. “Não basta aumentar a renda se o preço de tudo aumenta junto. Nosso objetivo é fazer a riqueza de Mato Grosso aparecer onde ela precisa aparecer primeiro: na mesa e no tanque das famílias mato-grossenses.”
Revisão dos incentivos
Coelho também criticou o volume de recursos destinado pelo Estado a incentivos fiscais e defendeu uma revisão da política de renúncias, com o objetivo de direcionar recursos para atividades que, segundo ele, tenham maior capacidade de gerar desenvolvimento econômico dentro de Mato Grosso.
“Nós criamos um Estado com um ‘bolsão’ de privilégios, e isso tem que ser desmontado. Por isso, no meu plano de governo, vamos acabar com esses privilégios e colocar isso a serviço da economia local”, declarou.
Segundo o candidato, as renúncias fiscais estaduais chegam a quase R$ 15 bilhões. Ele defende que a política de incentivos seja reavaliada para verificar quais benefícios efetivamente geram retorno econômico e social para a população.
“A gente precisa discutir para onde está indo o dinheiro público e qual retorno ele está trazendo para a sociedade. Mato Grosso tem uma economia forte, mas precisamos fazer com que essa força também seja sentida na vida das pessoas”, concluiu.






