Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu nove incêndios florestais e mantém três ocorrências sob controle nas últimas 24 horas. As equipes seguem, nesta quinta-feira (20.8), no combate a 13 incêndios nos municípios de Jangada, Confresa, Santo Antônio de Leverger, Querência, Canarana, Peixoto de Azevedo, Matupá, Água Boa, Itiquira e São José do Rio Claro.
Os incêndios extintos estavam nos municípios de Colniza, com três ocorrências, além de Matupá, Rondolândia, Paranaíta, Água Boa, União do Sul e Juara. Já os incêndios classificados como controlados não apresentam risco imediato de propagação, por estarem restritos a áreas consideradas seguras, estão localizados em Paranatinga, em que há ocorrências às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana; outra ocorrência próxima da MT-020. Há ainda um incêndio controlado em Nova Santa Helena.
Nessas localidades, ainda há focos isolados e as equipes permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas, com atenção a possíveis reignições e à eliminação de eventuais focos remanescentes. Em Nova Santa Helena, o incêndio teve início em uma área de assentamento sob responsabilidade da União, onde o combate foi realizado pelos bombeiros. Por se tratar de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate até a extinção total das chamas. Não houve retorno à solicitação.
As equipes seguem mobilizadas no combate ao incêndio em Jangada, onde os dois focos permanecem contidos. As ações têm como prioridade a proteção das propriedades rurais, a redução da intensidade das chamas e a eliminação de possíveis pontos de reignição. A operação conta com o empenho de 19 militares, sete viaturas, uma pá carregadeir e um caminhão pipa, além de duas aeronaves, que atuam no combate direto às chamas, no monitoramento da área e na prevenção da propagação do incêndio. A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com apoio às margens da BR-364.
Os militares permanecem empenhados ainda no combate a incêndios nos municípios de Santo Antônio de Leverger e Confresa, onde as equipes atuam em duas ocorrências em cada cidade, além dos municípios de Querência, Canarana, Peixoto de Azevedo, Matupá, Água Boa, Itiquira e São José do Rio Claro.
Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 238 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 153 focos de calor foram registrados na Amazônia, 83 no Cerrado e dois no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados 36 focos de calor, sendo 14 focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; seis na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; cinco na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; dois na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás; dois na Terra Indígena Maraiwatsede, em Alto Boa Vista; dois na Terra Indígena Serra Morena, em Juara; um na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; um na Terra Indígena Pequizal do Naruvôtu, em Gaúcha do Norte; um na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; um na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; e um na Terra Indígena Ubawawe, em Primavera do Leste.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, União do Sul, Nova Ubiratã, Peixoto de Azevedo, Colíder, Lambari D’Oeste e Bom Jesus do Araguaia.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).






