Milho mantém alta no mercado brasileiro mesmo com expectativa de safra recorde

Os preços do milho continuam avançando no mercado brasileiro, mesmo diante das projeções de uma possível safra recorde de 2025/26. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização está relacionada principalmente à postura mais retraída dos produtores, que reduz a disponibilidade do cereal para comercialização no mercado spot.
A menor oferta efetivamente colocada à venda tem sustentado as cotações, enquanto compradores permanecem ativos em busca de milho para recomposição de estoques.
Além da estratégia dos produtores, outros fatores vêm contribuindo para o movimento de alta. Entre eles estão os preços internacionais do cereal, que elevam a paridade de exportação, e o atraso na colheita brasileira.
Clima entra no radar
As condições climáticas também passaram a exercer influência sobre as expectativas do mercado. De acordo com pesquisadores do Cepea, as preocupações com o clima no fim do ano, especialmente diante dos possíveis efeitos do El Niño, ajudam a sustentar os preços.
O cenário ocorre mesmo com as estimativas indicando uma produção elevada. Para o mercado, portanto, não basta considerar o tamanho esperado da safra: o ritmo de colheita e a disposição dos produtores em comercializar o cereal também são determinantes para a formação das cotações.
Compradores seguem ativos
Os compradores continuam participando das negociações para recompor seus estoques, mas, segundo o Cepea, ainda mantêm ofertas abaixo dos valores pedidos pelos vendedores.
A expectativa dos agentes é que o avanço da colheita possa alterar esse comportamento. Com maior disponibilidade do produto, produtores podem aumentar o interesse pela comercialização, ampliando o volume negociado no mercado spot.
O comportamento do milho nas próximas semanas dependerá, portanto, da combinação entre ritmo da colheita, estratégia de venda dos produtores, demanda interna, mercado externo e condições climáticas.
Fonte: CenárioMT






