Fábio Garcia recua de vice e concorrerá à reeleição; Pedro Taques já sofreu derrota por crise jurídica em sua candidatura

O deputado federal Fábio Garcia (União) será candidato à reeleição nas próximas eleições. Ele renunciou sua candidatura a vice-governador na chapa com Otaviano Pivetta (Podemos). O anúncio foi feito na manhã de hoje durante entrevista coletiva com a participação dos mesmos na Assembleia Legislativa.
Especulações sobre o nome do ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo em substituição a Fábio Garcia foi em princípio descartado por Pivetta. Outros dois nomes foram aventados pela imprensa: a suplente de deputada federal Gisela Simona (União Brasil) e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos).
A saída do secretário-Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, também não foi definida.

O governador Otaviano Pivetta afirmou que vai conversar com Mauro Carvalho ainda hoje.
Não posso precisar se tem dano ou não. Parece que a oposição tirou todo o proveito possível de uma grande especulação, que a gente não sabe o que tem de verdade nisso. Eu continuo confiante no meu grupo. Continuo tendo como meu candidato a Senador, primeiro Mauro Mendes, segundo Margareth. Nós vamos trabalhar para vencer esta eleição, porque a obra, o modelo de gestão que nós implementamos em Mato Grosso continua, nós vamos aperfeiçoando este modelo. Foi Mauro Mendes que começou – disse Pivetta.
As alterações ocorrem após a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. O ex-governador e ex-senador Pedro Taques (PSB) atuou estrategicamente para formular a denúncia. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Flávio Dino em 6 de agosto de 2026.
Em 2018 Pedro Taques foi derrotado em sua tentativa à reeleição ao governo de Mato Grosso e entrou para a história da política como o primeiro governador a perder uma campanha de disputa à reeleição.
Em 2020 Pedro Taques, então no Solidariedade, enfrentou um embate jurídico quando o Ministério Público Eleitoral, através do procurador Erich Raphael Masson, entrou com uma ação de impugnação contra a sua candidatura ao Senado, por uma condenação pelo mutirão de cirurgias em ano eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou sua candidatura. A situação foi revertida somente em 08 de Novembro do mesmo ano pelo Tribunal Superior Eleitoral, em decisão do ministro Mauro Campbell Marques.
Da Editoria






