Flávia Moretti diz que poderá demitir servidores por impasse com a Câmara

Flávia Moretti diz que poderá demitir servidores por impasse com a Câmara
VG Notícias

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou, na manhã desta quarta-feira (22.07), que poderá demitir servidores municipais devido ao impasse com o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), sobre a votação de um projeto que amplia o limite para remanejamento de recursos no orçamento. A declaração foi feita durante entrevista ao Jornal da Capital, da Rádio Capital FM, após a Justiça determinar que o Legislativo convoque, em 24 horas, uma sessão extraordinária para analisar a proposta.

O projeto prevê o aumento de 5% para 20% do limite de abertura de créditos suplementares. Segundo a Prefeitura, a medida é necessária para liberar cerca de R$ 56,7 milhões, destinados principalmente à Saúde e a outros setores considerados essenciais para o município.

Durante a entrevista, Flávia afirmou que a falta de votação do projeto estaria comprometendo as finanças municipais e disse que poderá ser obrigada a reduzir o quadro de servidores. “Ele não está vendo que eu vou ter que mandar pessoas embora, trabalhadores embora, enxugar a máquina com dinheiro parado na Câmara Municipal”, declarou a prefeita, ao se referir ao presidente do Legislativo.

Na sequência, Flávia questionou a situação provocada pelo impasse e afirmou que não pretende utilizar recursos de forma irregular para manter os serviços e compromissos da Administração Municipal. “Ele está forçando o quê? Eu fazer pedalada fiscal, usar um dinheiro que não podia? Ele está querendo o quê? Eu ser culpada de mandar pessoas embora? Não sou eu”, afirmou.

A prefeita também disse que os servidores municipais devem ser comunicados caso as demissões sejam confirmadas. “Eu aviso aos servidores que vão receber cartas de demissão. Eu vou ter que precisar demitir”, declarou.

Segundo Flávia, a decisão de avaliar as demissões foi tomada na terça-feira (21.07), após uma análise dos números financeiros do município. As declarações ocorrem após a Justiça determinar que o presidente da Câmara Municipal convoque uma sessão extraordinária para votar o projeto que altera o limite de remanejamento orçamentário. A proposta é defendida pela Prefeitura como necessária para permitir a liberação de recursos que estão parados e garantir a continuidade de serviços públicos.

(VGN)

Astrogildo Aécio Nunes

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