Defensoria de Mato Grosso defende desburocratização ambiental para pequenos produtores na Assembleia Legislativa

Defensoria de Mato Grosso defende desburocratização ambiental para pequenos produtores na Assembleia Legislativa
Assembleia Legislativa de Mato Grosso

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) cobrou medidas urgentes para desburocratizar o acesso de agricultores familiares ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e destravar terras sob restrição técnica.

A manifestação ocorreu durante a primeira reunião da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, promovida na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Representando a instituição, a defensora pública Silvia Maria Ferreira defendeu a ampliação das equipes de análise do Estado para vencer o passivo de processos represados.

A coordenação do Núcleo de Regularização Fundiária também sugeriu a criação de programas permanentes de capacitação digital para que os trabalhadores do campo consigam operar o sistema do CAR sem intermediários.

Leis em Mato Grosso simplificam licenciamento e reduzem multas para agricultura familiar

O debate parlamentar concentrou-se nos reflexos da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, marcos regulatórios criados para conciliar sustentabilidade, produção e segurança jurídica no campo.

As legislações estabelecem normas simplificadas e proporcionais para infrações cometidas em pequenas propriedades de até quatro módulos fiscais que atuam com atividades agrossilvipastoris.

A nova legislação também formalizou o Licenciamento Ambiental Simplificado no estado. A medida acelera a emissão de autorizações operacionais para produtores que mantêm as obrigações ecológicas em dia, reduzindo a burocracia sem abrir mão do rigor técnico cobrado pelos órgãos de fiscalização de Mato Grosso.

Acesso ao crédito e adequação de penalidades a famílias vulneráveis

A Defensoria Pública alertou que a manutenção de entraves administrativos impede o desenvolvimento econômico de centenas de famílias no interior.

Sem a liberação das áreas embargadas e a regularização do CAR, os pequenos produtores ficam impedidos de obter financiamentos e custeios agrícolas em instituições bancárias.

Outro ponto prioritário apresentado pela DPEMT foi a necessidade de reajustar o valor das sanções aplicadas aos trabalhadores de baixa renda. A instituição ressaltou que as multas astronômicas praticadas inviabilizam a quitação do débito e mantêm o produtor na informalidade, defendendo que o valor das penalidades seja calculado com base na real capacidade financeira do agricultor familiar.

Fonte: CenárioMT

Astrogildo Aécio Nunes

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