PodOlhar: Max revela pretensão eleitoral para 2030 e defende emendas: “só 1,55% do orçamento”

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que pretende disputar um cargo majoritário em 2030 e que a eleição deste ano será sua última tentativa de permanecer na Assembleia. A declaração foi dada durante entrevista ao videocast PodOlhar, do Olhar Direto, na qual também rebateu as críticas do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) às emendas parlamentares e comentou o cenário político para as eleições de 2026.
Ao falar sobre os planos para o futuro, Russi afirmou que o desempenho do Podemos nas eleições deste ano será determinante para o fortalecimento de seu grupo político nos próximos anos. Segundo ele, a meta é ampliar a bancada estadual e consolidar a legenda como uma das principais forças políticas de Mato Grosso.
“É a última eleição que eu quero disputar para deputado estadual. Depois disso, vou disputar um outro projeto em 2030. Deus vai preparar, e o que Ele preparar melhor para mim será o que vou disputar”, afirmou.
Embora tenha admitido que seu nome foi cogitado para disputar o Governo do Estado já em 2026, Russi disse que a decisão foi construída coletivamente e levou em consideração o momento político da legenda.
Segundo ele, lançar uma candidatura majoritária sem uma base política consolidada seria um movimento precipitado. A estratégia, afirmou, é fortalecer o partido nas urnas agora para chegar mais competitivo ao próximo ciclo eleitoral.
Na avaliação do presidente da Assembleia, o Podemos tem condições de eleger pelo menos seis deputados estaduais e conquistar até duas cadeiras na Câmara Federal, resultado que, segundo ele, colocaria a sigla entre as maiores bancadas do Estado.
Defesa das emendas parlamentares
Outro tema abordado na entrevista foi a crítica feita pelo governador Otaviano Pivetta ao modelo de distribuição das emendas parlamentares. Recentemente, o governador afirmou que esses recursos “somem e evaporam”, não deixam obras estruturantes nos municípios e defendeu que parlamentares deveriam se limitar às funções de legislar e fiscalizar.
Max Russi discordou da avaliação e argumentou que as emendas representam apenas uma pequena parcela do orçamento estadual.
“O orçamento é 100%. Desse total, apenas 1,55% é destinado às emendas parlamentares, divididas entre os 24 deputados. Os outros 98,45% continuam sob responsabilidade do Executivo”, afirmou.
Para o presidente da ALMT, as emendas cumprem um papel diferente das grandes obras executadas pelo governo, permitindo atender demandas específicas dos municípios que dificilmente seriam contempladas pela administração estadual.
Como exemplo, citou recursos destinados à construção de um campo society iluminado, de uma piscina aquecida e de um vestiário para uma APAE, além da implantação de posto de saúde e aquisição de equipamentos para comunidades do interior.
“Essa é a demanda da Dona Maria, do bairro, da comunidade. O governo faz grandes hospitais, grandes rodovias. Já a emenda resolve pequenos problemas que fazem diferença na vida das pessoas”, disse.
Questionado sobre casos de irregularidades envolvendo emendas parlamentares, Russi reconheceu que desvios precisam ser investigados e punidos, mas defendeu que isso não invalida o instrumento.
“Não podemos matar a vaca porque ela tem um berne. Vamos curar a vaca e mantê-la forte”, comparou.
Cenário eleitoral
Durante a entrevista, Russi também analisou a disputa de 2026. Ele classificou o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) como favorito na corrida ao Senado, mas ponderou que o resultado está longe de ser definido.
Na avaliação do parlamentar, a disputa pelo Governo de Mato Grosso deve ser decidida apenas em segundo turno, independentemente da configuração final das candidaturas.
Além disso, comentou a relação entre os Poderes, respondeu às críticas envolvendo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a autonomia do Legislativo diante de interferências externas e detalhou as estratégias do Podemos para a próxima eleição.
Onde assistir e ouvir?
O episódio do PodOlhar está na íntegra no canal do videocast no Youtube (assineaqui) e em forma de áudio nas principais plataformas de podcast, como Spotify, Deezer e Apple Podcast – onde você pode assinar e conferir todos os episódios de forma gratuita.
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(Olhar Direto)






