Impasse de Jayme e disputa no PSD marcam início das convenções; composição de vices e Senado só fecha em agosto

As convenções partidárias de Mato Grosso que vão definir os principais palanques majoritários começam no primeiro dia do calendário eleitoral, em 20 de julho, com o Missão, nova sigla oficializada a partir do MBL, e terminam em 5 de agosto, com o PL.
As convenções mais importantes para a disputa estadual devem resolver impasses internos em siglas como União Brasil, PSD e PL, além de definir o tamanho dos palanques de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).
Também está em jogo a eventual candidatura de Jayme Campos (União Brasil) ao Governo, a disputa de última hora entre Natasha Slhessarenko (PSD) e Emanuel Pinheiro (PSD), o rumo do Podemos e do MDB, e a entrada de Rafaell Milas (Missão) e outros nomes novos na disputa majoritária.
Veja as principais datas:
20 de julho — Missão (Convenção online)
O partido deve abrir o calendário e aclamar Rafaell Milas como candidato ao Governo do Estado. A sigla quer montar palanque em Mato Grosso para a candidatura presidencial de Renan Santos.
25 de julho — PSD, Federação Brasil da Esperança, PSB e aliados progressistas
Horário e local ainda serão definidos, mas o arco de alianças que dará sustentação à candidatura à reeleição do presidente Lula (PT) deve realizar convenções no mesmo dia. Além de PT, PV, PCdoB, PSD e PSB, também devem compor esse campo PDT e Rede-Psol.
O conflito interno fica por conta do PSD. O partido deve decidir a candidatura ao Governo entre Natasha Slhessarenko e Emanuel Pinheiro. Natasha fez a pré-campanha pela sigla desde o fim de 2025, mas Emanuel se colocou como pré-candidato no fim de junho e deve levar o nome à convenção. O PSD também deve confirmar Carlos Fávaro como candidato à reeleição ao Senado.
Já PT, PV e PCdoB devem focar as convenções nas chapas proporcionais e na indicação do vice da chapa ao Governo encabeçada pelo PSD. Publicamente, a Federação Brasil da Esperança não respalda a movimentação de Emanuel Pinheiro e trabalha pela candidatura de Natasha Slhessarenko, embora o ex-prefeito ainda tenha defensores no grupo.
O PSB deve aclamar o ex-governador Pedro Taques como candidato ao Senado. Taques assumiu o comando do partido após a saída de Max Russi para o Podemos e tem feito uma pré-campanha marcada por críticas ao grupo político de Mauro Mendes.
30 de julho — União Brasil e Progressistas
A convenção do União Brasil deve definir a candidatura de Mauro Mendes ao Senado e o futuro de Jayme Campos na disputa pelo Governo do Estado. Jayme tenta viabilizar candidatura própria ao Palácio Paiaguás em meio ao embate entre alas do partido. Parte do grupo ligado a Mauro trabalha por uma composição com Otaviano Pivetta.
Jayme afirma publicamente já ter maioria entre os convencionais e um acordo com a direção nacional para ser candidato.
No Progressistas, a senadora Margareth Buzetti aparece cotada para disputar o Senado e também já foi citada nos bastidores como eventual opção para vice. A definição da sigla será importante para indicar se a federação União Progressista caminhará com uma candidatura de Jayme ou fechará oficialmente com Pivetta.
Em caso de divergência entre União Brasil e Progressistas, a executiva estadual da federação deverá fazer uma nova votação, e a decisão ainda poderá ser levada à direção nacional para validação.
1º de agosto — Avante
Horário e local ainda serão definidos. O partido deve aclamar o produtor rural Antonio Galvan como candidato ao Senado, além de definir a chapa para deputado federal.
Ex-presidente da Aprosoja, Galvan disputou o Senado em 2022 e terminou a eleição em segundo lugar. A expectativa é que a composição com um candidato ao Governo e as suplências da chapa ao Senado fiquem em aberto. Caso União Brasil e Progressistas lancem candidatura ao Governo, existe a chance de o Avante compor com o Republicanos.
4 de agosto — Republicanos
Convenção marcada para as 18h. O partido deve aclamar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta e encaminhar as discussões sobre quem será indicado à vice.
A sigla também deve aguardar o desenrolar das articulações no União-Progressistas e no PL para definir apoio ao Senado. No tabuleiro atual, há possibilidade de composição com diferentes partidos.
4 de agosto — Podemos
Horário e local ainda serão definidos. Comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, o partido ainda não definiu qual candidatura ao Governo apoiará.
A tendência é que a sigla espere o afunilamento das demais articulações antes de fechar posição. O Podemos é uma das forças mais cobiçadas no tabuleiro por causa do peso eleitoral de Max, de toda chapa de deputados estaduais da sigla e da estrutura partidária no Estado. Por hora, o presidente da sigla diz manter contato com Pivetta, Jayme e Wellington.
4 de agosto — MDB
Convenção marcada para as 17h, no Centro de Eventos. O partido deve aclamar a candidatura da deputada estadual Janaina Riva ao Senado e definir qual candidatura ao Governo vai apoiar.
O grupo já esteve próximo de Wellington Fagundes, mas agora aparece mais perto de Jayme Campos, caso o senador consiga viabilizar a candidatura dentro do União Brasil. Contudo, também houvram muitos rumores sobre uma posível composição com o Republicanos, na qual Janaina seria a candidata a vice de Otaviano Pivetta.
5 de agosto — PL
Convenção marcada das 15h às 19h, na sede do partido. A sigla deve aprovar a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo e a do deputado federal José Medeiros ao Senado.
A previsão é de um evento sem grande pompa, em formato mais interno, com falas reservadas a lideranças dos movimentos partidários, como PL Mulher, PL Jovem, representantes de prefeitos e bancada federal.
Mesmo assim, o partido chega dividido ao momento decisivo. Parte dos principais prefeitos da sigla defende que Wellington recue da disputa ao Governo para compor com Pivetta, indicando o vice. A primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), já teve o nome cotado nos bastidores como possível vice na chapa governista.
Um recuo de Wellington possibilitaria composição com Otaviano Pivetta. Também há expectativa sobre a possibilidade de o PL coligar com o MDB de Janaina Riva, que é nora de Wellington e, portanto, mantém proximidade política e familiar com o senador.
Ainda sem data definida, o Democrata, que lançou Alex Puccinelli como pré-candidato ao Governo, e a Democracia Cristã, que apresentou o advogado Marcos Marrafon, ex-secretário de Estado de Educação, como pré-candidato ao Palácio Paiaguás, aguardam definições para marcar suas convenções.
(Olhar Direto)






