Vereador teme que Câmara de Cuiabá passe “vergonha” igual VG

Vereador teme que Câmara de Cuiabá passe “vergonha” igual VG
Secom/Cãmara

O vereador Rafael Ranalli (PL) teme que a Câmara de Cuiabá passe a mesma “vergonha” que a de Várzea Grande e tenha uma eleição da Mesa Diretora cancelada neste ano. Isso ocorre devido à indefinição pela data que ela deva ser realizada. O Regimento Interno prevê 25 de agosto, contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) firmou entendimento de que tem que ser a partir de outubro.

Resolve essa celeuma da data para não passar a vergonha que Várzea Grande está passando: tem eleição, cancela a eleição, volta a eleição, valeu a eleição, não valeu. Cuiabá não precisa passar essa vergonha. Ou nós chegamos a um consenso, ou alguém judicializa e pronto”, declarou em entrevista à Rádio Cultura FM, nesta terçafeira (30).

O bolsonarista ainda defendeu que o próprio Partido Liberal, por meio de seu presidente estadual, Ananias Filho, judicialize a questão. “Se a gente não resolver por consenso, isso será judicializado, seja por um lado ou por outro. Inclusive, eu já defendi ao Ananias, ao PL ou a qualquer interessado que acione logo a Justiça. Já existe uma decisão do STF. Acho muito difícil que o Tribunal de Justiça, ou a própria Justiça, não caminhe para uma decisão dentro do prazo estabelecido pelo Supremo”, pontuou.

Enquanto isso, a presidente Paula Calil (PL) busca apoio para conseguir mudar o regimento interno para poder disputar a reeleição. Atualmente ela possui o apoio de 16 colegas para a alteração, no entanto, não o mesmo número para a recondução. Isso porque, Didimo Vovô (PSB) e Jeferson Siqueira (PSD) são favoráveis à mudança, mas não necessariamente à recondução de Paula.

“Eu sou PL. Até por a Paula ser do PL e minha amiga, estou auxiliando ela nesse projeto. Tivemos a notícia da adesão de mais dois vereadores nos últimos dias, quais sejam Didimo Vovô e Jefferson Siqueira, também no projeto de votar a reeleição, mas não necessariamente votar na Paula Calil. Então, a gente só tem mais uma semana ou duas [para mudar]. Acho que a última sessão que pode, eu estava vendo o calendário, é na quintafeira, dia 16”, explicou.

Ranalli defende que o pleito ocorra após o primeiro turno das eleições gerais. Isso porque, vários vereadores devem concorrer a cargos eletivos, como ele mesmo a deputado federal, Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (UB), Samantha Iris (PL), entre outros, à Assembleia Legislativa (ALMT).

“A gente sabe que vai ser uma disputa dura. Não tem como estar discutindo Mesa Diretora e, ao mesmo tempo, pedindo voto para deputado federal, deputado estadual, presidente, governador e senador. Acho que vai ser uma confusão muito grande. Por isso, gostaria muito que a eleição fosse realizada entre o primeiro e o segundo turno, pelo menos”, encerrou.

Folha Max

Astrogildo Aécio Nunes

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