STJ mantém Chico 2000 no cargo em investigação sobre fraude em emendas parlamentares

STJ mantém Chico 2000 no cargo em investigação sobre fraude em emendas parlamentares
Ministro do STJ não conheceu recurso do Ministério Público - VGN

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o vereador por Cuiabá Chico 2000 (sem partido) no exercício do mandato ao não conhecer um recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPE) que buscava restabelecer seu afastamento da Câmara Municipal.

A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e representa mais um revés para o Ministério Público nas tentativas de retirar o parlamentar do cargo durante o andamento das investigações da Operação Gorjeta.

O recurso especial do MPE questionava uma decisão anterior do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que havia concedido habeas corpus ao vereador e revogado a medida cautelar que determinava sua suspensão do exercício da função pública.

Ao recorrer ao STJ, os promotores sustentaram que o afastamento continuava necessário diante do risco de reiteração de supostas práticas criminosas e para preservar a moralidade administrativa. O órgão também argumentou que a permanência do parlamentar no cargo poderia comprometer a regularidade da investigação.

Contudo, ao analisar o caso, o ministro Reynaldo Soares entendeu que o recurso apresentado não poderia ser apreciado naquela via processual, mantendo, na prática, os efeitos da decisão favorável ao vereador.

Chico 2000 é investigado no âmbito da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. As investigações apontam suspeitas envolvendo aproximadamente R$ 676 mil.

A operação teve como foco a apuração de possíveis irregularidades na destinação e execução de recursos públicos, levando à adoção de medidas cautelares contra os investigados durante o curso das investigações.

Com a decisão do STJ, permanece válida a determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que autorizou o retorno do vereador às atividades parlamentares, enquanto o processo segue tramitando nas instâncias competentes.

O mérito das acusações investigadas na Operação Gorjeta ainda será analisado ao longo da instrução processual, não havendo, até o momento, condenação definitiva contra o parlamentar.

(VGN)

Astrogildo Aécio Nunes

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