Como jovem inventor carregou celular usando seu hamster de estimação

Como jovem inventor carregou celular usando seu hamster de estimação
A mesma ideia poderia, ao menos na teoria, ser adaptada a praticamente qualquer coisa em uma casa que — Foto: Flickr

Hamsters, porquinhos-da-índia ou outros roedores de estimação são fãs de gastar energia girando nas rodas de exercício no interior de suas gaiolas. Mas e se esse hábito fosse usado para produzir energia? Flamethrower, um jovem youtuber dos Estados Unidos, demonstrou que é possível que esses roedores transformem as tradicionais rodinhas em turbinas improvisadas, aproveitando a energia cinética do exercício e convertendo em eletricidade.

A ideia veio de um incômodo: o irmão de Flamethrower ganhou um desses animais como presente de aniversário e, desde então, não houve mais noites tranquilas de sono. Isso porque os hamsters são naturalmente noturnos e costumam ficar acordados a qualquer hora da madrugada, correndo por vários minutos nas suas rodas. Mas, como um bom inventor, ele percebeu que poderia fazer bom proveito da situação, sobretudo do giro da roda.

Turbinas movidas à hamsters

As turbinas ajudam a transformar energia e seus princípios técnicos são simples: a eletricidade, canalizada por fios até um motor, a faz girar. Apesar disso, fazer um hamster mover uma turbina não foi um projeto fácil de ser concebido.

Flamethrower explicou que um motor de corrente contínua (CC) de 5 V precisaria girar a mais de 10.000 rotações por minuto (RPM) para atingir a velocidade de carregamento padrão de 15 W de um smartphone.

Acontece que se existisse um hamster superpoderoso capaz de suprir essas demandas, a engenhoca teria outro problema: o motor poderia derreter antes de fornecer energia à bateria. O motivo para isso acontecer toma como base a definição do papel das baterias, que são projetadas para fornecer eletricidade com corrente constante quando necessário – e não apenas para armazenar energia – e que por isso, precisa receber uma tensão elétrica maior do que a que armazena para acumular reservas.

Tanto o experimento quanto essas explicações foram gravadas e publicadas pelo próprio Flamethrower no seu canal no YouTube. Confira o vídeo abaixo:

Parte da solução veio de um dispositivo conhecido como “módulo coletor de energia”, que recebe pequenas voltagens e as amplifica para um nível capaz de ser armazenado por uma bateria. A outra “parte” continua a ser um problema: a quantidade de tensão elétrica necessária aumenta em proporção direta à energia armazenada, sendo este mais um obstáculo inviável.

Foi aí que Flamethrower recorreu à outros métodos, como o sistema “rastreamento do ponto de máxima potência” (MPPT), que serve para calcular as proporções ideais de entrada e saída para o coletor de energia.

No entanto, é importante lembrar que toda essa energia potencial só é útil se a bateria que a armazena for potente o suficiente. Para este projeto, o YouTuber usou células de íon-lítio reaproveitadas de uma scooter quebrada. Com isto resolvido, ele conectou o seu equipamento ao eixo da roda do hamster e o deixou se exercitando durante toda a noite. Na manhã seguinte – e após a troca de um cabo USB defeituoso – o celular do jovem carregou normalmente. É ou não é o funcionário de mini-hidrelétrica mais fofo que você já viu?

(Por Júlia Sardinha)

Astrogildo Aécio Nunes

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