Lauristela, a diplomata

*RONALDO PACHECO
Cansado de longa espera, quase cochilava sentado em cadeira de aço na recepção da UPA Morada do Ouro, onde acompanhava um amigo, quando meu telefone tocou, pouco depois das 7 horas desta segunda-feira (9). Era meu primo Everaldo, me perguntando se eu sabia da morte ou do estado de saúde da jornalista Lauristela Guimarães.
Como eu, em algum momento na vida, ele teve o privilégio de trabalhar com a Laura. Era assim que gostava de ser chamada. Nos primórdios, Everaldo ajudava nos cuidados com Manoela, filha mais velha e com necessidades especiais. Por extensão, ele fazia “correria” com Petrus e Diego, os outros filhos.
Pouco depois, veio a ligação de Ronaldo Júnior, meu filho mais velho, que hoje mora e trabalha em João Pessoa (PB). Ele é médico, na atualidade, mas da faculdade de Medicina, trabalhou na revista Camelote como “faz tudo”. Nunca perdeu o contato com a antiga patroa.
A narrativa é para apresentar a principal faceta de Lauristela Guimarães: construtora de pontes. Ou, em linguagem coloquial: diplomata. Costumava marcar a vida das pessoas com as quais oferecia o privilégio de desfrutar da sua convivência.
Empreendedora tenaz, tinha sempre alto astral e comentava idéias que poderiam dar luz a novos projetos. Talvez por isso, teve êxito em praticamente tudo aquilo que se propôs a fazer, do ponto de vista profissional e empresarial.
Em nosso último encontro pessoal, em fins de 2025, afirmou que tinha se curado do carcinoma. Então, perguntou de Ronaldo Júnior e, depois, desandou a projetar novos possíveis investimentos em comunicação e turismo, em vertentes ainda pouco exploradas.
Assim era Lauristela, mãe de Manuela, Petrus e Diego. E, do jeito dela, era sempre envolvente, boa amiga de todos.
Haveria muito mais para a ser narrado e detalhado sobre a vida e o comportamento de Lauristela Guimarães. Todavia, haveria o risco de prejudicar ou influenciar o trabalho do autores da bibliografia.
RONALDO PACHECO é jornalista em Cuiabá
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