Justiça nega prisão do policial acusado de descumprir medida protetiva, mas impõe uso de tornozeleira eletrônica

Justiça nega prisão do policial acusado de descumprir medida protetiva, mas impõe uso de tornozeleira eletrônica
O policial Waltinho é acusado de violar medida protetiva e de agredir sua ex-namorada, a dançarina Thayane Moura, 27 anos - Reprodução/Instagram

A 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá negou, na tarde dessa ter;ca-feira (14.10), o pedido de prisão preventiva do policial civil Walter Luís da Silva Matos, conhecido como “Waltinho Produções”, 48 anos, acusado de violência doméstica e de descumprimento de medida protetiva. O pedido foi apresentado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) da Capital, pela delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes, que apura o caso e fundamentou a solicitação com base em indícios de risco à integridade física e psicológica da vítima. A informação foi confirmada pela assessoria da Polícia Civil.

O policial é acusado de violar medida protetiva e de agredir sua ex-namorada, a dançarina Thayane Moura, 27 anos, na madrugada da última sexta-feira (10.10), em Cuiabá.

Apesar do indeferimento do pedido de prisão, o Poder Judiciário determinou o reforço das medidas protetivas de urgência, impondo ao investigado o uso de tornozeleira eletrônica, o monitoramento por meio de botão do pânico e o acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha — programa que atua no monitoramento e fiscalização de medidas protetivas no estado de Mato Grosso.

A decisão, segundo a Polícia Civil, visa garantir a segurança da vítima e assegurar a efetividade da Lei Maria da Penha, sem a necessidade, neste momento, de decretação da prisão cautelar do servidor. O órgão informou ainda que o caso segue sob investigação da DEDM de Cuiabá, com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que apura eventuais infrações disciplinares cometidas pelo agente.

A Polícia Civil ressaltou que qualquer servidor envolvido em casos dessa natureza está sujeito às sanções administrativas e penais cabíveis.

(VGN)

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