Mais de 8 mil, e contando: aposentado tem maior coleção de tijolos do mundo

O americano Clem Reinkemeyer, de 87 anos, é um apaixonado por tijolos. Essa paixão, que o acompanha há 40 anos, o levou a construir um acervo único com mais de 8 mil peças de diferentes épocas e lugares do planeta. A coleção garantiu a Reinkemeyer o reconhecimento do Guinness World Records como o detentor da maior coleção de tijolos do mundo.
O título não foi uma conquista planejada. De acordo com o Guinness, sua filha Celia e seu genro Dan arquitetaram a bela surpresa enquanto o colecionador viajava. Eles reuniram um grupo de amigos para catalogar e contar cada peça da coleção e, secretamente, submeteram o pedido ao livro dos recordes. Ao retornar para casa, Reinkemeyer foi surpreendido com o certificado do Guinness World Records, que agora está emoldurado em seu celeiro, onde guarda seu extenso acervo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542/internal_photos/bs/2025/a/8/QcGeVBS5aKfot7AB2x3A/brick-collection-clems-barn.jpg)
Aposentado como engenheiro e incorporador imobiliário, Reinkemeyer parece ter sido inspirado por sua própria profissão a iniciar a coleção. Ele possui tijolos de todos os estados americanos, cuidadosamente organizados em seu depósito conforme a região, além de uma seção dedicada a peças vindas de outros países, como Alemanha, Grécia, Irlanda e Nova Zelândia. Com grande diversidade de materiais, inscrições e dimensões, ele relata que adquire os tijolos de ruas, construções comerciais antigas e residências.
Clem tem em sua coleção até mesmo tijolos com erros ortográficos esculpidos, como um “S” invertido na identificação de um tijolo da cidade de Tulsa, localizada no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos. Apesar de inicialmente parecerem imperfeitos, esses exemplares são raros. “Às vezes, eles são [mais caros do que os escritos corretamente]”, ele disse, em entrevista ao site do Guinness. “Acho que Oklahoma tem uma história de tijolos com a maior parte dos escritos errados, não sei por quê. A boa fase para a fabricação dos tijolos ocorreu entre 1870 e 1910.”
Seu exemplar favorito é um tijolo de calçada fabricado em Washington, que originalmente estava no local onde hoje se ergue o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. “Talvez ainda existam alguns sob o Pentágono, mas acredito que este seja único”, afirmou. Sua coleção é tão especial que inclui peças com milhares de anos de história, como um tijolo romano datado do ano 100 d.C.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542/internal_photos/bs/2025/N/v/hMafmcSOeUaAOEXJKEXA/brick-collection-clem-with-one-of-his-favourite-bricks.jpg)
Quando questionado sobre o motivo de sua paixão por colecionar tijolos, o aposentado revela seu fascínio pelas histórias que essas peças preservam e ajudam a construir. “Colecionar qualquer coisa faz com que você se sinta um pouco perdido”, ele brincou. “O que me atraiu nos tijolos é que eles têm nomes e você pode rastreá-los historicamente até os lugares, e isso sempre me intrigou. É incomum, mas eu gosto.”
(Por Redação Galileu)






