Pivetta defende “Autonomia” da Assembleia e afasta “Interferência” na disputa pela Mesa Diretora

A movimentação política em torno da eleição da futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) já mobiliza lideranças partidárias e parlamentares eleitos para a próxima legislatura. Em meio às articulações que antecedem a definição do comando da Casa de Leis, o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) reconheceu ter dialogado com deputados sobre o tema, mas reafirmou que não pretende interferir diretamente no processo de escolha da direção do Poder Legislativo Estadual.
O principal nome envolvido na disputa é o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos), que confirmou sua candidatura à reeleição para o comando do Parlamento Mato-grossense. Com a formação da próxima Legislatura, a partir de 2027, o Podemos deverá consolidar a maior bancada da Casa de Leis, com seis parlamentares, fator que fortalece o projeto de continuidade da atual gestão legislativa.
As negociações formais entre os deputados foram programadas para ocorrer após 15 de novembro de 2026. Até lá, lideranças partidárias intensificam conversas reservadas para construir consensos e definir a composição da futura Mesa Diretora. Nos bastidores, também ganha força a articulação para que o Republicanos ocupe a estratégica 1ª Secretaria, cargo responsável pelo gerenciamento administrativo e financeiro da Assembleia Legislativa Mato-grossense.
A discussão ocorre dentro de um cenário delimitado por entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu a possibilidade de apenas uma reeleição consecutiva para os mesmos cargos da Mesa Diretora. A decisão serve como parâmetro jurídico e regimental para a condução do processo eleitoral interno da Casa de Leis, influenciando diretamente as estratégias dos grupos políticos envolvidos.
Questionado sobre sua participação nas negociações, Otaviano Pivetta afirmou manter diálogo frequente com representantes de diferentes partidos, mas ressaltou que sua atuação se limita à escuta e ao acompanhamento institucional das tratativas. Segundo o governador, parlamentares de diversas legendas têm procurado o Executivo para discutir o cenário político que se desenha para os próximos anos.
Durante declaração à imprensa, o chefe do Executivo confirmou ter conversado com Max Russi sobre a sucessão na Mesa Diretora, embora tenha enfatizado que procura interferir o mínimo possível nas decisões internas da Assembleia Legislativa. A manifestação busca reforçar o respeito à independência entre os Poderes, princípio considerado fundamental para o funcionamento equilibrado das instituições democráticas.
Apesar disso, Pivetta destacou que sua postura não representa completa neutralidade diante das discussões em andamento. O governador explicou que, caso seja convidado a participar de diálogos institucionais, contribuirá com as conversas para evitar omissões, sem, contudo, indicar preferências ou atuar na escolha de candidatos para os cargos da Mesa Diretora.
Paralelamente às tratativas sobre a presidência da AL/MT, o governador sinalizou a continuidade do deputado Dilmar Dal Bosco (UB) na liderança do governo junto ao Parlamento Estadual. Pivetta elogiou a atuação do parlamentar desde que assumiu o comando do Estado, destacando a defesa das pautas governamentais e a interlocução mantida com os demais deputados.
A relação entre Executivo e Legislativo é considerada peça central para a governabilidade nos próximos anos. Nesse contexto, o governo busca preservar um ambiente de cooperação institucional que permita o avanço de projetos estratégicos para Mato Grosso, ao mesmo tempo em que respeita a autonomia decisória da Assembleia Legislativa.
Ao avaliar o cenário político atual, Pivetta demonstrou confiança na manutenção do diálogo entre os dois Poderes. Segundo o governador, a parceria construída com a Assembleia Legislativa encontra-se consolidada e deverá permanecer baseada no entendimento institucional, na convergência de interesses públicos e no compromisso com o desenvolvimento do Estado. A expectativa do Executivo é que a futura composição da Mesa Diretora contribua para a continuidade dessa relação, considerada essencial para a estabilidade política e administrativa de Mato Grosso.






