Qual é o segredo dos pequenos produtores de Mato Grosso para alcançar 73% de margem no café?

Qual é o segredo dos pequenos produtores de Mato Grosso para alcançar 73% de margem no café?
Foto: Eliene Londero

O cenário da agricultura familiar no Noroeste de Mato Grosso mudou de figura. O que antes era uma lavoura tocada sem conta na ponta do lápis virou negócio altamente rentável nas mãos de pequenos produtores de municípios como Colniza, Juína e Aripuanã.

Entre abril e julho deste ano, uma amostragem de 219 sítios acompanhados pela assistência técnica do Senar-MT colocou no mercado 19,4 mil sacas de café, movimentando R$ 16,2 milhões.

O segredo do faturamento alto no bolso não veio apenas do aumento de área, mas sim da virada de chave no manejo. Com a contenção rigorosa de custos operacionais e a aposta na preservação da qualidade do grão, a margem econômica da atividade bateu em 73% no período — um índice de rentabilidade expressivo para a região.

O raio-X da revolução do café na ponta do mapa

Entenda os pilares que estão consolidando o polo cafeeiro mato-grossense:

  • Qualidade antes do volume: O foco no campo mudou. Em vez de buscar colheita recorde a qualquer custo, a orientação técnica ensina a preservar o grão; colher mais sacas com defeito reduz o valor de mercado e corrói o lucro final;
  • Custo na ponta do lápis: O produtor aprendeu a gerenciar cada insumo, combustível e hora trabalhada, impedindo que o faturamento bruto evaporasse em despesas desnecessárias;
  • Polo de capacitação: Para manter a régua alta, cidades como Colniza e Juína viraram palco de workshops técnicos focados em técnicas de cultivo, manejo de solo e pós-colheita;
  • Renda firme no sítio: O café se consolida como a principal engrenagem da agricultura familiar no Noroeste de MT, gerando caixa frequente para pequenas propriedades em Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.

Fonte: CenárioMT

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