Fred Murta quer ampliar monitoramento e controle da fronteira de MT

O delegado Fred Murta (Podemos) defende uma mudança na estratégia de monitoramento da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, com presença permanente do Estado e uso intensivo de tecnologia para combater a entrada de drogas e o avanço do crime organizado.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Murta chama atenção para os cerca de 700 quilômetros de fronteira seca do estado e afirma que a dimensão territorial exige uma estrutura de fiscalização que vá além do patrulhamento convencional.
Segundo o delegado, a região é uma das principais portas de entrada da droga que abastece organizações criminosas no estado. Para ele, manter viaturas em pontos fixos não é suficiente diante da capacidade de adaptação do tráfico.
“Não adianta colocar a viatura parada esperando o crime passar. A fronteira precisa de permanência definitiva do Estado”, defendeu.
Entre as medidas apontadas por Murta estão o uso de drones, radares, câmeras e sistemas de monitoramento constante, com atuação não apenas nas rotas já conhecidas pelas forças de segurança, mas em toda a extensão territorial da fronteira.
O delegado também defende maior integração entre os órgãos que atuam na região. Na avaliação apresentada por ele, Polícia Federal, Receita Federal, Exército e polícias estaduais precisam trabalhar de forma coordenada, com compartilhamento de informações e definição conjunta de prioridades.
“Sem brechas para o crime passar. Essa porta para as drogas a gente pode fechar e nunca mais abrir”, afirmou.
Para Murta, o combate ao tráfico na fronteira de Mato Grosso não deve ser tratado apenas como uma questão regional. A droga que entra no país pela região segue por diferentes rotas para outras partes do Brasil e contribui para o financiamento de organizações criminosas.
A proposta apresentada pelo delegado é ampliar a capacidade de prevenção e repressão na fronteira por meio da combinação de presença permanente, inteligência, integração entre forças e tecnologia.
“É protegendo essa fronteira aqui que a gente vai cuidar de quem está aí do seu lado”, conclui Murta.






