Candidata a deputada federal quer ações preventivas para saúde mental e das mulheres

A candidata a deputada federal Lidiane Aburad (Avante) participou de uma reunião com mulheres para discutir temas relacionados à saúde pública, prevenção de doenças e saúde mental. O encontro fez parte de uma ação alusiva ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, dentro da programação do Setembro Amarelo.
Durante a conversa, Lidiane destacou a importância de ampliar a discussão sobre saúde mental e defendeu que as políticas públicas não devem se limitar ao atendimento de pessoas que já apresentam algum problema, mas também investir em ações preventivas.
A candidata afirmou que, caso seja eleita para a Câmara dos Deputados, pretende concentrar parte de sua atuação na melhoria da saúde pública, com atenção tanto à garantia de atendimento quanto à prevenção.
“Quero levar para a Câmara uma discussão mais ampla sobre saúde pública. Não basta garantir que as pessoas tenham atendimento quando o problema já aconteceu. Precisamos trabalhar também com prevenção, informação e acolhimento, inclusive na saúde mental. Prevenir é cuidar antes que uma situação chegue ao limite”, disse.
A discussão sobre saúde mental foi relacionada pela candidata a situações vivenciadas por servidores públicos e profissionais das forças de segurança. Lidiane citou casos de burnout, problemas familiares, sofrimento emocional e tentativas de suicídio como exemplos de situações que precisam ser identificadas e acompanhadas antes de chegarem a um estágio extremo.
“Rodas de discussões como essa devem servir não apenas para conscientização, mas como oportunidade para ampliar o debate permanente sobre prevenção e acolhimento”, frisou.
Por se tratar de um encontro exclusivamente com mulheres e com a proximidade do Outubro Rosa, Lidiane também direcionou parte da discussão para a saúde feminina e a importância da realização de exames preventivos. Também citou a importância de debates sobre temas ligado a segurança, principalmente relacionado à violência contra a mulher.
A candidata relatou situações que conheceu ao longo de sua experiência profissional ligada ao setor de saúde, incluindo casos de mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama e câncer do colo do útero.
Segundo Lidiane, ainda existem barreiras que fazem com que algumas mulheres deixem de procurar atendimento ou realizar exames preventivos. Entre os fatores estão a vergonha, a falta de informação e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
“A gente tem que alertar as mulheres, fazer uma prevenção, falando sobre o autocuidado, e que elas precisam procurar o médico”, observou.
Gestora de laboratório de diagnósticos, Aburad mantém contato direto com pacientes e participa do processo de acolhimento de pessoas que procuram atendimento. A experiência permite conhecer de perto as dificuldades enfrentadas por quem depende da rede pública de saúde. “Eu sei onde e como agir para que a nossa saúde melhore. Essa é a principal demanda de nossa população e não falta recursos para termos saúde de qualidade. Falta gestão e entendimento daquilo que hoje é prioridade”.






