Mulher morta a tiros em Cuiabá usava tornozeleira e tinha passagens por tráfico

A mulher identificada como Erica Campos Barbosa, de 26 anos, morta a tiros no início da tarde desta quinta, em Cuiabá, usava tornozeleira eletrônica e possuía registros policiais por tráfico de drogas. A informação foi confirmada pela Polícia Militar durante os primeiros levantamentos realizados no local do crime.
Erica foi assassinada na frente da própria residência. Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem pelo menos oito disparos. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram a vítima caída e aparentemente sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte.
Após isolar a área, os policiais realizaram buscas dentro da residência. Segundo a tenente-coronel Athayses, da Polícia Militar, foram encontradas duas porções de substâncias com características de entorpecentes, além de várias latinhas de cerveja espalhadas pelo imóvel.
Durante a checagem dos registros policiais, os militares constataram que Erica já possuía passagens relacionadas ao tráfico de drogas e era monitorada por meio de tornozeleira eletrônica.
Conforme os primeiros levantamentos, Erica estava morando em Cuiabá havia aproximadamente seis meses. Ela teria vindo de Pontes e Lacerda, no interior de Mato Grosso.
A vítima morava sozinha e, segundo informações repassadas por moradores à Polícia Militar, costumava circular sem companhia pelo bairro.
“Era uma mulher sozinha, andava sempre sozinha pelas ruas do bairro e falava muito ao celular”, relatou a tenente-coronel Athayses durante entrevista sobre a ocorrência.
Os vizinhos também informaram que não conheciam detalhes sobre o trabalho ou a rotina da vítima. Erica não possuía familiares na região.
A polícia também recebeu informações sobre uma possível ex-companheira da vítima, mas o grau de relação dela com o crime ainda não foi esclarecido.
A principal informação levantada até agora é de que dois homens participaram da ação criminosa.
Segundo a Polícia Militar, um dos suspeitos teria permanecido na motocicleta enquanto o segundo desceu do veículo e efetuou os disparos contra Erica.
Após o ataque, os dois fugiram e ainda não foram localizados.
A dinâmica indica que o crime pode ter sido planejado, mas a polícia ainda não confirmou a motivação e trabalha para identificar os envolvidos.
A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os vestígios encontrados na residência e no local onde Erica foi baleada deverão auxiliar na reconstrução da dinâmica do homicídio.
As duas porções de droga localizadas no imóvel também foram apreendidas e serão submetidas aos procedimentos periciais.
A Polícia Civil ficará responsável pela investigação e deverá buscar imagens de câmeras de segurança, ouvir testemunhas e levantar informações sobre o histórico e os últimos contatos da vítima.
Até o momento, ninguém foi preso. A polícia segue realizando diligências para localizar os dois suspeitos e esclarecer se a morte de Erica tem relação com o tráfico de drogas ou com alguma outra circunstância ainda não revelada pela investigação.
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