Dentista é investigado por registrar e compartilhar imagens íntimas de mulher sem consentimento em Sinop

Dentista é investigado por registrar e compartilhar imagens íntimas de mulher sem consentimento em Sinop
Polícia Civil cumpre mandados em residência e consultório do suspeito; celular será periciado para verificar origem e possível compartilhamento do conteúdo.

A Polícia Civil realizou,  uma operação para investigar um dentista suspeito de registrar e compartilhar imagens íntimas de uma mulher sem o consentimento dela, em Sinop, no norte de Mato Grosso.

A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Os policiais estiveram em uma residência e em um consultório odontológico ligados ao investigado.

De acordo com a delegada Paula Moreira, responsável pela investigação, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil depois que a vítima descobriu que imagens nas quais aparecia nua teriam sido feitas sem que ela soubesse. O material teria sido posteriormente compartilhado em grupos do aplicativo WhatsApp.

A mulher foi informada por outras pessoas que tiveram acesso ao conteúdo e, diante da situação, procurou a delegacia para registrar a denúncia.

Segundo o relato apresentado à polícia, a vítima manteve um relacionamento breve com o dentista no ano passado. Durante o período em que os dois estiveram juntos, ele teria aproveitado momentos de intimidade para fazer os registros sem autorização.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores apreenderam o telefone celular utilizado pelo suspeito. O aparelho será submetido à perícia técnica, que deverá verificar se as imagens estão armazenadas no dispositivo e buscar elementos que possam esclarecer se houve compartilhamento do conteúdo e a eventual participação do investigado na divulgação.

Armas foram encontradas durante buscas

Na residência do dentista, os policiais também localizaram duas pistolas e uma arma de calibre 12. Segundo a Polícia Civil, o armamento não foi apreendido porque o investigado possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e as armas encontradas estavam devidamente regularizadas.

Por essa razão, não houve prisão em flagrante durante a operação.

Ainda conforme a Polícia Civil, caso a investigação resulte em indiciamento, a Polícia Federal deverá ser comunicada para avaliar a adoção das medidas cabíveis relacionadas ao armamento e ao registro do investigado como CAC.

A investigação continua em andamento. A Polícia Civil aguarda os resultados das perícias e a análise do material apreendido para reunir novos elementos e concluir o inquérito.

O caso é investigado como possível registro e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.

Fonte: CenárioMT

Astrogildo Aécio Nunes

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