Cattani admite descontentamento no PL com aliança, mas diz que chapa só prejudicou Janaina

Cattani admite descontentamento no PL com aliança, mas diz que chapa só prejudicou Janaina
HNT

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que uma ala do Partido Liberal está “descontente” e não concorda com a aliança firmada com o MDB. Apesar da negativa, Cattani enfatizou que a legenda não foi prejudicada. Na análise do deputado a coligação entre as siglas afetou apenas a campanha de Janaina Riva (MDB) ao Senado.

“Na minha opinião o partido fez algumas coisas que não agradou as pessoas, por exemplo a união com o MDB, muitos estão descontentes com isso, mas está feito e tem que seguir adiante, não é uma questão de desorganização, acho que é uma questão de decisões, então decisões elas têm consequências”, destacou o parlamentar, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19).

Cattani também avaliou os reflexos práticos da coligação na campanha majoritária de Mato Grosso. Segundo o deputado, a solidez do PL no estado impede prejuízos reais para a legenda. No entanto, ele assinalou que o arranjo partidário acabou gerando dificuldades localizadas, inclusive para a candidata do MDB e para a candidatura do próprio partido.

“Eu acho que não prejudica o PL porque o PL é muito sólido nas suas composições e tudo mais, mas eu acho que, primeiro, eu acho que prejudicou um pouco a própria candidata Janaina no próprio MDB, e prejudicou um pouco sim a campanha do senador Wellington também, mas tudo isso é superado e não é um segredo nenhum”, ponderou o deputado.

Questionado sobre as discussões acerca de fidelidade partidária e a aplicação de sanções a prefeitos e mandatários que manifestam apoio a candidaturas de oposição, Cattani se posicionou de maneira contrária, ressaltando a autonomia política inerente aos prefeitos como justificativa para a ineficácia de medidas punitivas.

“Que punição você pode dar a um prefeito? O prefeito é livre, pode ficar até sem partido, não existe, não tem nenhum sentido em nova uma punição a uma pessoa que não tem obrigação de estar no partido do prefeito, ele é liberado, ele pode ir para onde quiser e ele não está muito preocupado com isso, então não existe punição suficiente para isso”, declarou.

ENTENDA

O racha na legenda foi deflagrado pela oficialização da aliança entre o PL, o Novo e o MDB. O acordo consolidou uma chapa majoritária com o senador Wellington Fagundes (PL) concorrendo ao Governo do Estado e uma “dobradinha” para o Senado Federal que une Janaina Riva (MDB) e o deputado federal José Medeiros (PL).

A coligação provocou forte resistência de uma ala do PL, que inclui o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic. Parte dessas lideranças tem demonstrado simpatia pública e apoiado o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), contrariando a determinação do diretório nacional da legenda, que exige exclusividade no apoio à candidatura majoritária do próprio PL.

Como resposta ao movimento dissidente, Ananias Filho adotou uma postura rígida. O presidente estadual exigiu alinhamento total à candidatura de Wellington Fagundes e ameaçou iniciar processos de expulsão definitiva contra prefeitos que fizerem campanha para Pivetta, defendendo que os descontentes devem pedir afastamento voluntário da legenda.

A estratégia de impor sanções, no entanto, divide opiniões entre os próprios aliados, como o Abilio Brunini.

(HNT)

Astrogildo Aécio Nunes

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