Fávaro destaca abertura de mercados e avanço do etanol de milho como motores do desenvolvimento de MT

O senador Carlos Fávaro (PSD) destacou, em entrevista durante passagem por Nova Mutum nesta terça-feira (14), o impacto direto das políticas de abertura de mercados internacionais e do fortalecimento da cadeia do etanol de milho para a economia mato-grossense. O senador, que foi ministro da Agricultura no governo Lula, reforçou que o desenvolvimento econômico dos municípios é o caminho concreto para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população.

“Ninguém elimina a desigualdade por completo de uma vez, mas a gente pode fazer com que as pessoas cresçam, tenham mais qualidade de vida, com senso de igualdade. E isso se faz com política pública estruturada”, afirmou Fávaro.

O senador relembrou que, durante sua gestão no Ministério da Agricultura, foram abertos 555 novos mercados internacionais para produtos brasileiros, resultado que ele considera fundamental para um novo ciclo econômico em Mato Grosso. Entre os destaques, Fávaro citou a abertura dos mercados do Sudeste Asiático, do Oriente Médio e da China para o DDG, coproduto da produção de etanol de milho. “A indústria instalada aqui em Nova Mutum já exportou mais de 660 mil toneladas de DDG só para a China. Quando a gente dá destino para esse coproduto, toda a cadeia se fortalece”, afirmou.

Fávaro também conectou o avanço do etanol à estratégia de soberania energética do país. O governo federal aumentou a mistura de etanol na gasolina de 27,5% para 30%, e o senador anunciou que nos próximos dias será oficializada a elevação para 32%. “Com a geopolítica toda desarrumada, guerra dos Estados Unidos com o Irã, o preço do barril do petróleo disparado, a gente precisa pensar na nossa própria realidade, na nossa soberania. Aumentando a mistura do etanol, somos mais autossuficientes, menos dependentes do petróleo importado, e geramos emprego, renda e qualidade de vida dentro das cidades do interior do Brasil”, explicou.

O senador destacou ainda que o fortalecimento da cadeia do etanol de milho gera um ciclo virtuoso: além de reduzir a dependência energética externa, o DDG resultante do processo torna a ração animal mais acessível, barateando a produção de carnes e gerando excedente para exportação. “São políticas públicas estruturadas que ajudam o Brasil a crescer”, concluiu Fávaro.







