Ex-PM executado com cinco tiros de fuzil foi expulso da corporação após atentado contra dono de site

O ex-policial militar Enilton Rafael Santos Costa, morto com cinco disparos de fuzil na manhã desta quarta-feira (8), em uma marmoraria de Sinop, acumulava antecedentes que o colocaram no centro de investigações criminais nos últimos anos. Ele havia sido expulso da Polícia Militar em novembro de 2024, após responder a procedimentos disciplinares decorrentes de seu envolvimento em crimes.
Entre os episódios atribuídos a Enilton está a participação em um atentado contra o empresário Geandré Latorraca, proprietário do portal Estadão Mato Grosso, ocorrido pouco antes de sua exclusão da corporação.
De acordo com as informações apuradas sobre o caso registrado em Sinop, Enilton teria ido até a marmoraria onde funciona a empresa de um empresário que, segundo as investigações, vinha sendo alvo de ameaças por parte do ex-militar. Temendo uma possível ação criminosa, o proprietário pediu que um policial militar conhecido realizasse rondas nas proximidades do estabelecimento.
Ainda conforme as informações preliminares, o policial encontrou Enilton no local e, ao perceber que ele estava armado, realizou a abordagem. Na sequência, o ex-PM foi atingido por cinco disparos de fuzil e morreu antes da chegada do socorro.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto a investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O nome de Enilton Rafael Santos Costa ganhou repercussão em 2024 após ele ser apontado como um dos envolvidos em um atentado contra o empresário Geandré Latorraca, proprietário do portal Estadão Mato Grosso.
Na ocasião, Geandré relatou que estava em seu restaurante quando foi surpreendido por um grupo de homens que havia marcado um encontro sob o pretexto de tratar da compra de marmitas. Segundo o empresário, ao chegarem ao estabelecimento, os suspeitos revelaram que o verdadeiro objetivo era obrigá-lo a gravar um vídeo afirmando que não mantinha relacionamento com uma mulher casada.
A vítima afirmou que se recusou a fazer a gravação e denunciou o caso às autoridades, dando origem às investigações que apontaram o envolvimento do então policial militar e de outros suspeitos.
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