Polícia monitorou mandante do homicídio de Maiana por 4 meses e o viu trocar de carro com frequência

Polícia monitorou mandante do homicídio de Maiana por 4 meses e o viu trocar de carro com frequência
Crédito: Reprodução

O delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que o empresário Rogério da Silva Amorim, condenado a 20 anos de prisão por mandar matar Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, foi monitorado por cerca de quatro meses antes de ser finalmente preso. Rogério trocava de veículos constantemente, na tentativa de despistar a polícia.

O empresário foi condenado em outubro de 2016 pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, no caso da morte de Maiana, ocorrida em dezembro de 2011. A pena de Rogério foi de 20 anos e três meses. Ele foi solto pouco tempo após o julgamento, mas um novo mandado de prisão foi expedido no último mês de novembro.

“Estamos há mais ou menos quatro meses atrás dele. Com base num processo judicial, nós descobrimos o endereço dele, então era uma pessoa que constantemente trocava de carros para despistar a nossa equipe e na manhã de hoje a gente conseguiu identificar o carro dele por fontes sigilosas e conseguimos fazer a prisão dele na sede do condomínio dele”.

O processo em questão é referente à casa onde Rogério estava morando, que está em disputa judicial. Com as informações deste processo a Polícia Civil localizou o empresário e passou a monitorá-lo, aguardando o melhor momento para realizar a prisão. O delegado disse não ter dúvida de que Rogério sabia que era procurado.

“Uma pessoa que pratica um homicídio, foi a condenada a 20 anos, ela sabe exatamente o dia que saiu o mandado, até porque ela é notificada sobre isso, então, saiu o mandado de prisão, ele já passou a tentar fazer com que não fosse preso, mas os policiais conseguiram bastante êxito fazer essa prisão”.

Segundo o delegado, a Polícia Civil tinha noção que existia um mandado de prisão, mas estava aguardando recebê-lo, para então cumpri-lo. Foi apenas há cerca de um mês e meio que a polícia tomou conhecimento da ordem de prisão e então passou a aguardar o melhor momento.

“De um mês para cá, a gente focou mais mesmo na tentativa de saída dele do condomínio, porque a gente sabia onde ele morava, então nós ficamos ali para ver o melhor momento. Como ele trocava muito de carro, então a gente não conseguiu, até então, prender”.

O empresário não reagiu à abordagem da polícia, apenas obedeceu às ordens tranquilamente.

(Olhar Direto)

Astrogildo Aécio Nunes

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